Barcelona não estava bem e mais uma vez contou com Messi para decidir, desta vez contra o Leganés

Contar com Lionel Messi para decidir é um privilégio, é claro, e é normal que um jogador decisivo seja muito importante para um time. É assim com Lionel Messi no Barcelona. O que preocupa nesta temporada é que o time tem dependido muito do brilho do seu camisa 10 para poder vencer os jogos, mesmo aqueles que não deveriam ser muito difíceis. Foi assim neste domingo, na vitória por 3 a 1 sobre o Leganés. Não foi uma grande atuação, mas o bom desempenho do seu astro foi suficiente para resolver o jogo.

LEIA TAMBÉM: Depois dos 400 gols de Messi em La Liga, técnico do Barcelona acredita que ele chegará a 500

O técnico Ernesto Valverde decidiu poupar o seu melhor jogador. Lionel Messi começou o jogo no banco de reservas, um descanso que é raro. Em campo, o ataque do Barcelona teve Philippe Coutinho, Ousmane Dembélé e Suárez. No meio-campo, Sergio Busquets, que vestiu a braçadeira de capitão na ausência de Messi, ao lado de Arthur e Carles Aleñá, jogador da base blaugrana.

Foi um dos parceiros mais constantes de Messi o articulador do primeiro gol do Barcelona. O lateral Jordi Alba fez jogada de linha de fundo, tocou para trás, mas em vez de encontrar o camisa 10, quem finalizou foi Dembélé: 1 a 0, aos 32 minutos do primeiro tempo. Foi 13º gol do atacante na temporada, sendo oito deles no Campeonato Espanhol. Dembélé tem entregado muitos gols e boas atuações pelo Barcelona.

O Barcelona, como em outros jogos desta temporada, não tinha uma atuação coletiva de destaque. Dembéle era quem se destacava, sendo o jogador mais perigoso do time enquanto esteve em campo. Outro jogador também se destacou, sendo decisivo em campo, como já tinha mostrado no primeiro gol: Jordi Alba.

No segundo tempo, as coisas complicaram para o Barcelona. Aos 12 minutos, em um contra-ataque rápido, Youssef Em-Nesyri avançou pela direita e conseguiu cruzar rasteiro para o meio da área, onde Martin Braithwaite completou para o gol e empatou o jogo: 1 a 1. O Leganés pouco chegava à frente, mas aproveitou ao máximo a sua chance.

Com o resultado adverso, foi o momento de chamar a tropa de choque. E ela atende pelo nome de Lionel Messi. O argentino foi chamado e entrou em campo no lugar de Carles Aleña, assim como Ivan Rakitic entrou no lugar de Arthur. Pouco depois, o Barcelona perdeu Dembélé, que se machucou. Valverde chamou Malcom para entrar no lugar do francês.

Você certamente não irá se surpreender se eu te disser que saiu um gol do Barcelona e que ele passou pelos pés do craque da camisa 10. Aos 25 minutos, Messi chutou de fora da área, o goleiro rebateu e Luis Suárez, no rebote, foi como um touro, dividiu com o goleiro e mandou para a rede. A defesa do goleiro Iván Cuéllar acabou sendo mal feita, o que deu a oportunidade ao camisa 9 do Barcelona para marcar e dar novamente a vantagem aos mandantes.

Luis Suárez chegou a 167 gols pelo Barcelona e, assim, entrou nos cinco maiores artilheiros da história do clube. É o mesmo número de gols de Josep Escolà, ídolo do clube nos anos 1930 e 1940. Em quarto vem Josep Samitier, com 184, com László Kubala em terceiro, com 194, César Álvarez, com 232, e, claro, Lionel Messi em primeiro, com 577 gols. Uma marca histórica de Suárez, que deve deixar Escolà para trás em breve.

Participar do gol é importante, mas Messi, nós sabemos bem, tem fome de mais. Ainda mais em um jogo que entrou só no final, com o tanque cheio. Assim, aos 46 minutos, já nos acréscimos, Messi avançou, tocou para Alba, que devolveu de primeira para o camisa 10. Ele finalizou de pé direito, que nem é o melhor: 3 a 1 e jogo definido.

O Barcelona não levou muita gente ao estádio neste domingo à noite na Espanha. Foram 50.670 pessoas, um público que é considerado baixo para o padrão do clube em um estádio que tem capacidade para mais de 90 mil pessoas. O que se viu foi novamente Messi entrar em campo para decidir. Messi ser decisivo não é algo novo, e deve continuar assim.

Se há algo preocupante é uma certa dependência da individualidade de Messi, como neste domingo. O jogo tinha pinta de acabar em empate, com o time sem atuar muito bem. A entrada do 10 mudou tudo, como tem sido constante na temporada: mesmo em jogos razoáveis ou fracos do Barcelona, Messi decide.

Claro que depender de Messi é, antes de tudo, um privilégio. Nem todo mundo pode ter. Mas pensando nos maiores desafios que o time terá, como na Champions League, pode ser preciso um pouco mais do que isso. Ainda mais contra times que estão jogando muito bem. Luis Suárez e Ousmane Dembéle estão tendo bom desempenho, mas decidindo mesmo tem sido uma responsabilidade de Messi.