Vencer o Atlético de Madrid no estádio Vicente Calderón é uma missão árdua, seja qual for a competição. Neste domingo, o Barcelona entrou em campo modificado, não fez uma grande partida e ficou perto de tomar o gol algumas vezes. Mesmo assim, sai de campo com uma vitória por 2 a 1, sofrida, com um gol de Lionel Messi no final do confronto. Uma vitória crucial pensando na disputa pelo título, mantendo o ritmo perseguindo o Real Madrid.

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Depois dos problemas recentes com Sergio Roberto na lateral direito e a crescente insatisfação do jogador em jogar improvisado por ali, Luis Enrique mudou o esquema e jogou sem laterais. Entrou com um meio-campo com Busquets, Sergio Roberto, Iniesta e com Messi à frente deles. Rafinha, pela direita, voltava para marcar. Neymar, pelo lado esquerdo, era mais atacante, com Suárez mais à frente.

Só que quem entrou ligado no jogo foi o Atlético de Madrid. O time de Diego Simeone entrou em campo vibrante, enquanto o Barcelona sofria em campo. Foram 25 minutos de pressão Colchonera no estádio Vicente Calderón. O time da casa estava armado com duas linhas de quatro, com Carrasco aberto pela esquerda e se tornando um atacante com a bola. Griezmann e Gameiro eram os dois atacantes do time.

Atacando muito pelo lado esquerdo, o Atlético de Madrid era mais perigoso. A pressão nas bolas aéreas, uma especialidade do time da capital espanhola, era forte. Nesse sentido, Mathieu, que entrou pelo lado esquerdo para ser o terceiro zagueiro, ajudava.

Depois de mais de 25 minutos de pressão, o Barcelona começou a ameaçar em contra-ataques. Suárez, que mal tinha tocado na bola até ali, participou duas vezes de ataques perigosos, um parado por falta e outro com o uruguaio chutando por cima. Até o final do primeiro tempo, o Barcelona tentou tocar mais a bola e controlou melhor o ímpeto do Atlético de Madrid.

No segundo tempo, o Barcelona conseguiu ter mais a bola e fazer mais o seu jogo. Andrés Iniesta, sem fazer um bom jogo, acabou substituído por Ivan Rakitic. E em um jogo sem grandes oportunidades, quando uma aparece, é preciso aproveitar, o Barcelona aproveitou.

Eram 19 minutos quando Luis Suárez brigou pela bola no lado direito, já dentro da área, tentou o chute, a bola desviou duas vezes em jogadores do Atlético de Madrid e sobrou para Rafinha, que chutou cruzado, de pé direito, e marcou 1 a 0.

A vantagem blaugrana, porém, durou pouco: Diego Godín marcou de cabeça, após escanteio, e igualou o marcador aos 25 minutos. O jogo, equilibrado, parecia destinado ao empate, que seria frustrante para os dois times. Ninguém jogava bem o bastante, não houve falhas defensivas, os dois times disputavam um jogo sem muito espaço.

Até que apareceu Messi. O atacante aproveitou um lance de Suárez, mais uma vez, que tocou para trás, onde ele estava. O chute saiu de primeira, foi bloqueado pela defesa, mas caiu no seu pé mais uma vez. Aí ele não perdeu e colocou na rede, marcando 2 a 1 aos 41 minutos. Um gol crucial, que também alivia a situação do pressionado técnico Luis Enrique.

A vitória mantém o Barça perto do Real Madrid, em uma perseguição ao líder. O Campeonato Espanhol segue bastante aberto. Com 54 pontos, o Barcelona está perto da ponta, assim como o Sevilla, que venceu no sábado o Betis por 2 a 1, no clássico da Andaluzia, mesmo atuando fora de casa, e se manteve perto, com 52 pontos. O Real Madrid pode chegar a 55 neste domingo, se vencer, e ainda tem um jogo a menos. O título, porém, ainda não está definido.