Algumas histórias do futebol marcaram demais a minha infância. Histórias que eu não vivi, mas que quando conheci se tornaram extremamente marcantes. Uma delas é a da Copa do Mundo de 1950. Pelas palavras de Nelson Rodrigues senti a tristeza da derrota por 2 a 1 para o Uruguai na final. Conheci Barbosa.

Com o passar dos anos, quis compreender o que foi aquele 16 de julho de 1950. Li diversos outros livros, fiz entrevistas, busquei viver aquele momento décadas depois. Ajudei a fundar a Atlética de Comunicação da Puc-Campinas e à ela dei o nome do campineiro Moacir Barbosa.

Estava decidido a fazer meu projeto de conclusão de curso na faculdade sobre ele. Quando Barbosa faleceu em 2000, aos 79 anos, foi como se eu tivesse perdido um amigo. Amigo este, que não tive a oportunidade de conhecer. Sua célebre frase ainda ecoa: “A pena máxima, no Brasil, é de 30 anos. Pois a minha já dura 50. Jamais fui perdoado”.

Pois nesta segunda-feira, por acaso, liguei a TV e o programa que apareceu no canal de abertura era sobre curtas. Logo, lembrei de um excelente site chamado Porta Curtas e há quanto tempo não assistia algumas produções nacionais. Ao procurar por curtas relacionados a esportes, reencontrei Barbosa.

Não faço ideia de quantas vezes assisti a esse curta. Como imagino que muitos jovens de hoje em dia não conhecem Barbosa, não conhecem a história da Copa de 1950, resolvi compartilhar com vocês um pouco das minhas lembranças futebolísticas, e o documentário Barbosa.

Rodado em 1988, com Antônio Fagundes no papel principal, conta a história de um rapaz que volta no tempo para tentar evitar o gol de Ghiggia. Sonho que eu, muitas vezes, também tive.