Mario Balotelli vive uma fase de tranquilidade na carreira. O atacante, de 29 anos, está no Brescia, clube da cidade que foi criado. Em 2019, o jogador chegou ao clube onde mora a sua família e tem lutado para impedir o rebaixamento do clube. Em sua carreira, surgiu na Inter, passou por Manchester City, Milan, Liverpool, Nice, Olympique de Marseille e agora o Brescia. Ele contou sobre como quase foi para a Juventus e sobre ter recusado proposta da Premier League antes de ir para o Nice, porque achava que não estava bem o suficiente.

Ida ao Milan

“Adriano Galliani me queria no Milan. Depois do Manchester City, eu iria para a Juve e estava ok com isso, mas então Galliani me pegou no caminho e quando ouvi que o Milan estava envolvido, eu me perdi”, afirmou Balotelli a Damiano Er Faina.

“Como vocês sabem, eu sou torcedor do Milan, então eu segui meu coração. Na época, o Milan estava em sétimo ou oitavo na tabela, então seria mais inteligente para mim ir para a Juventus, mas eu tenho o Milan no meu coração”, confessou o atacante. “Para ser honesto, eu amo a Inter também. A Juventus teria sido uma escolha prática e eu pensei nisso, mas eu escolhi com meu coração”.

Inter com Mourinho

Balotelli trabalhou com o técnico José Mourinho nos dois anos do treinador na Internazionale, quando ainda era muito nove. “Nós nos demos bem, houve apenas algumas poucas discussões, sem falta de respeito. Só aconteceu uma vez, eu não me lembro por que, mas ele me deixou de fora de dois jogos. Além disso, nos demais bem”, disse ainda o atacante.

“Eu lembro que depois de vencer a Champions League, ele entrou no ônibus e eu estava praticamente dormindo lá atrás, mas ele estava abraçando todo mundo e chorando, todos eles estavam chorando”, revelou Balotelli.

Momento mais emocionante

Quando foi perguntado sobre o momento mais emocionante da sua carreira até aqui, ele não teve dúvida: a semifinal da Eurocopa 2012, contra a Alemanha. “Não foi tanto durante o jogo quanto foi depois. Aquilo foi emocionante. Eu fui abraçar a minha mãe na arquibancada e ela não conseguia parar de chorar. Depois de um tempo, eu tive que perguntar: você vai me dizer alguma coisa ou só chorar? Foi especial”, afirmou o centroavante.

A pergunta sobre a maior decepção também foi respondida com um jogo daquela Eurocopa. E foi o jogo seguinte. “A maior decepção foi a final contra a Espanha, porque nós realmente não estávamos 100% aquele dia. Eu adoraria jogar aquele jogo de novo”. A Itália perdeu a final por 4 a 0, em um jogo que os Azzurri foram atropelados pelos espanhóis.

Pós-carreira

Balotelli, de 29 anos, disse que não sabe o que fará quando se aposentar dos gramados. “Eu não tenho ideia. Se eu fosse ser técnico… Eu tenho uma personalidade um pouco complicada. Então eu não sei como eu reagiria se um jovem fosse rude comigo. Grosseria me deixa louco em geral, muito mais se eu estiver no comando. Talvez eu preferisse trabalhar mais com garotos da base do que com profissionais”.

A passagem pela França: Nice e Marseille

Super Mario é um jogador já experiente. Depois de passar pelo Lumezzane ainda nas categorias de base, foi para a Inter, onde se profissionalizou em 2007. Em 2013, foi para o Manchester City, que era comandado por Roberto Mancini, que tinha sido o seu técnico na Itália.

Depois do Manchester City, foi para o Milan em 2013, mas ficou só uma temporada. Foi para o Liverpool em seguida, em 2014, e mais uma vez ficou só uma temporada. Retornou ao Milan, em 2015, desta vez emprestado. Ficou até 2016, quando acabou seu contrato. Sem propostas, acabou indo para o Nice. E se surpreendeu.

“Quando eu fui para o Nice, em 2016, eu não tinha muitas propostas, ou ao menos não tantas quanto eu estava acostumado. Mino Raiola me disse para ir para o Nice, eu não sabia nem que havia um clube lá. Ao chegar lá, era uma cidade espetacular”, contou Balotelli.

“Eu havia saído do Liverpool e do Milan, tive uma lesão recorrente, então, francamente, estava péssimo naquela época. Eu tive propostas de dois clubes da Premier League e do Nice, mas eu não estava tão psicologicamente forte quanto estou agora, então eu queria morar na Inglaterra naquele momento. Todo mundo que eu conheci em Nice era tão legal, alguns jogadores chegaram, não era um time ruim, de modo algum”, continuou. “Foram dois anos fantásticos lá. Fantásticos”.

Sua saída do Nice foi conturbada, mas enfim, em janeiro de 2019, foi para o Olympique de Marseille. Ficou poucos meses no clube, mas sentiu o calor dos seus torcedores. “Eu tive torcedores apaixonados em todos os lugares, os do Manchester City me amavam, mas os mais apaixonados de todos eram os do Marseille. Foi como o Napoli ir para aquele estádio”, descreveu.