Não é segredo que Mario Balotelli e Roberto Mancini têm uma relação próxima, mas isso não significa que o atacante tem qualquer tipo de tratamento preferencial. Balotelli ainda não brilhou desde que retornou à Itália para defender o Brescia e tem seis meses para convencer o treinador da seleção italiana a levá-lo à Eurocopa.

Balotelli foi convocado por Mancini, ano passado, para quatro partidas, contra Arábia Saudita, França, Holanda e Polônia, essa última pela Liga das Nações, quando ainda era jogador do Nice. De volta à Itália, fez sete partidas até agora, com apenas dois gols marcados. “Ele tem seis meses, muita coisa pode acontecer”, afirmou o treinador, que confessou ter poucas dúvidas em relação à lista final.

“Neste momento, tenho apenas uma ou duas dúvidas, dependendo de lesões. Infelizmente, não posso chamar todos os 34 ou 35 jogadores que merecem estar na Eurocopa. Posso levar apenas 23”, disse. Mancini está particularmente satisfeito com os garotos aos quais deu oportunidades, mesmo quando eles não eram regulares em seus clubes na Serie A.

“Estou feliz que o entusiasmo voltou aos torcedores. Chamar Zaniolo, quando ele mal jogava pela Serie, poderia ter sido uma loucura, assim como (Sandro) Tonali, (Moise) Kean e (Gianluca) Scamacca”, afirmou. “Eles são jogadores de qualidade, mas decidimos chamá-los e, com a ajuda dos jogadores mais experientes, conseguimos criar um bom grupo”.

Mancini assumiu uma Itália em crise, que havia perdido a repescagem para a Suécia e ficado fora da Copa do Mundo da Rússia. Foi essencial integrar caras novas e recuperar a confiança, o que está bem encaminhado agora que o time soma 11 vitórias seguidas, melhor sequência de sua história. E o último jogo foi uma goleada por 9 a 1 sobre a Armênia.

“Um ano atrás, o momento era muito difícil. A situação geral era de tristeza. Era importante renovar o máximo possível. Nós tínhamos que dar coragem aos jogadores que nunca haviam jogado pela Serie A e dar jogos a eles com base em habilidade técnica. Eu tive a sorte de ter colaboradores dos setores das categorias de base, que conhecem os jovens”, disse.

A campanha excepcional fez com que a Itália fosse cabeça de chave para o sorteio dos grupos da Eurocopa, mas não escapou de uma potencial chave difícil, que pode conter Portugal e França. “Não estou preocupado. O legal é que poderemos jogar aqui no Estádio Olímpico (de Roma)”, encerrou.