O atacante Mario Balotelli cansou de ouvir os gritos racistas da torcida do Verona neste domingo, no duelo com o Brescia no estádio Mar’Antonio Bentegodi, e reagiu. Pegou a bola, chutou para a arquibancada e caminhou para fora do campo, nervoso. Seus companheiros de Brescia e jogadores do Verona tentaram segurá-lo. O árbitro parou o jogo e seguiu o protocolo. O auto falante do estádio anunciou que o jogo estava parado pelos gritos racistas e que só seria retomado quando parassem. Ele foi convencido a continuar em campo depois da paralisação.

Depois da paralisação, o jogo continuou normalmente. O técnico do Brescia, Eugenio Corini, fez elogios a Balotelli e disse que apoiaria o seu atacante. “Mario é um bom rapaz. Ele ouviu algo das arquibancadas e seus companheiros fizeram bem em apoiá-lo. O árbitro também leu a situação bem ao temporariamente suspender o jogo. Dali em diante, o jogo se tornou mais difícil e foi jogado em uma atmosfera estranha, mas nós achamos que fizemos o bastante para equilibrar”, afirmou.

Em campo, o Verona abriu 2 a 0 com gols de Eddie Salcedo, aos cinco minutos do segundo tempo, de cabeça. Depois, aos 36, Matteo Pessina acertou o cantinho e marcou 2 a 0. Aos 40 minutos, Balotelli, em um lindo chute de fora da área, marcou o gol do Brescia. O placar ficou mesmo em 2 a 1, apesar de boas chances para os dois lados.

Foi a segunda vez na semana que um jogo do Campeonato Italiano parou por causa de racismo. No sábado, o jogo entre Roma e Napoli, na capital, foi paralisado pelo árbitro depois de cantos racistas serem proferidos contra os napolitanos.

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