O momento da carreira de Gareth Bale não é bom. Está em todas as listas de dispensa do Real Madrid na imprensa espanhola, mesmo com três anos de contrato, o que deve motivar algumas reuniões para chegar a um consenso. Um dos poucos momentos em que o jogador tem alguma autonomia? Declarações do galês a um documentário da BT Sport indica que sim.

Bale falava em relação à aposentadoria precoce do seu antigo companheiro de seleção, Lewin Nyatanga, que surgiu como a próxima estrela do futebol galês e aposentou-se cedo, sem cumprir as expectativas e atualmente é personal trainer. Segundo o atacante do Real Madrid, é natural que os jogadores sintam que estão recuperando suas vidas quando penduram as chuteiras.

“Como atleta profissional, particularmente em um ambiente coletivo, você não pode escolher seu próprio cronograma, como no golfe ou no tênis. É como se fôssemos robôs, basicamente. Eles nos dizem onde estar, quando estar, que horas temos que comer, que horas temos que nos apresentar ao treinador. É como se você perdesse sua liberdade, de uma maneira”, disse, segundo o AS.

Ele também afirma que, pelo período relativamente curto da carreira de um jogador profissional, é um sacrifício que tem que ser feito, mas sente que isso faz com que o jogo perca um pouco da magia. “Você não decide o que quer fazer e quando quer fazê-lo. Então, nesse sentido, eu entendo por que as pessoas dizem isso. Mas a carreira no futebol é tão curta que você tem que sacrificar essas coisas”, ponderou.

“Quando você é criança, você não tem tudo isso na cabeça, você apenas quer jogar com seus amigos e dar risada. Quando você se torna profissional, há todos os tipos de pressão, expectativa, de pessoas dizendo coisas negativas sobre você o tempo inteiro, e você perde aquele sentimento que tinha quando criança”, completou.

Bale fez 14 gols em 42 jogos pelo Real Madrid na temporada, mas não entrou em campo nas últimas três rodadas do Campeonato Espanhol.