A preparação para a temporada 2015/16 ainda está em passo lento no futebol holandês. Nem mesmo as saídas esperadas de grandes destaques ocorreram em massa: apenas Memphis Depay já tomou o caminho do Manchester United. Georginio Wijnaldum deve deixar o PSV, mas ainda faltam ofertas – Zenit e Sunderland são os candidatos mais fortes.

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E mesmo as contratações são tímidas. Ora já eram conhecidas (Kuyt no Feyenoord), ora eram esperadas. Como a mais falada da semana: nesta quinta-feira, John Heitinga acertou o retorno ao Ajax, sete anos depois de deixar o clube, com a função de ser o “veterano” que dará mais calma e experiência a um elenco jovem demais. Enquanto o clima de preparação não esquenta, a coluna traz a parte final da análise da Eredivisie.

Willem II

Colocação final: 9º colocado, com 46 pontos

Técnico: Jürgen Streppel

Maior vitória: Dordrecht 0x4 Willem II (14ª rodada)

Maior derrota: Ajax 5×0 Willem II (15ª rodada)

Principal jogador: Samuel Armenteros (atacante)

Artilheiro: Samuel Armenteros (11 gols)

Quem mais jogou: Jordens Peters (defensor) e Stijn Wuytens (meio-campista), atuaram em todos os 34 jogos

Copa nacional: eliminado na segunda fase, pelo SV Deltasport Vlaardingen (terceira divisão)

Competição continental: nenhuma

Conceito da temporada: mediano

Ao antecipar a renovação de contrato de Jurgen Streppel durante a temporada 2012/13, os Tilburgers faziam uma aposta inegavelmente arriscada. Afinal de contas, o rebaixamento à segunda divisão já era certo. E se a decadência do trabalho do treinador só se aprofundasse? Pelo menos no princípio, deu certo: os Tricolores receberam os frutos em 2013/14, com o título da Eerste Divisie e o retorno à elite. A manutenção de rumo rendeu um primeiro turno relativamente tranquilo, na 12ª posição. Mas todo cuidado era pouco. E o cuidado foi mantido.

Aliás, foi aprimorado: os Tricolores mostraram um ataque bem entrosado, com Ben Sahar e Bruno Andrade correndo enquanto Samuel Armenteros finalizava. Vieram bons resultados no início do returno (em cinco rodadas, três vitórias e um empate – a derrota foi para o PSV, mas o time vencia até os 39 minutos do segundo tempo). E boas atuações na defesa entrosada – destaque para o goleiro Kostas Lamprou – ajudaram a sacramentar a permanência tranquila na primeira divisão, contrariando as expectativas. Não deixa de ser mais um prêmio por aquela aposta arriscada de 2012/13.

Groningen

Colocação final: 8º colocado, com 46 pontos (na frente pelo maior número de gols marcados, tendo saldo de gols igual ao do Willem II)

Técnico: Erwin van de Looi

Maior vitória: Willem II 1×4 Groningen (31ª rodada)

Maior derrota: Feyenoord 4×0 Groningen (8ª rodada)

Principal jogador: Tjaronn Chery (atacante)

Artilheiro: Michael de Leeuw (17 gols)

Quem mais jogou: Eric Botteghin (zagueiro) e Tjaronn Chery (atacante), atuaram em todos os 34 jogos

Copa nacional: campeão

Competição continental: Liga Europa (eliminado na segunda fase preliminar, pelo Aberdeen-ESC)

Conceito da temporada: ótimo

Levou certo tempo até o Groningen conseguir engrenar na atual temporada.  Mas na hora que engrenou, o “Orgulho do Norte” mostrou uma regularidade admirável. Já durante o turno, ficou notório o crescimento de desempenho da equipe de Erwin van de Looi. O que só potencializou a ascensão de jogadores como o goleiro Sergio Padt, o zagueiro Eric Botteghin e, principalmente, de Tjaronn Chery, que mostrou velocidade e habilidade na ponta esquerda ou na ponta de lança. Cada um deles pode ser considerado, sem nenhuma injustiça, sério candidato a melhor de sua posição no último Campeonato Holandês.

Ao longo do returno, Michael de Leeuw, destaque do elenco que andava indo e vindo do banco, voltou a receber a confiança do técnico. Resultado: novamente parte importante do time-base, De Leeuw desembestou a fazer gols. E a contratação do ponta-de-lança eslovaco Albert Rusnák, tirado do Cambuur (e do Manchester City), deu mais rapidez ao meio-campo. Resultado: um time sólido o suficiente para fazer boa campanha na Eredivisie e, de quebra, conquistar a primeira Copa da Holanda da história do clube. O Groningen pode olhar com otimismo para a próxima temporada. Pela temporada que fez, merece. 

Heerenveen

Colocação final: 7º colocado, com 50 pontos

Técnico: Dwight Lodeweges

Maior vitória: Heerenveen 5×2 AZ (30ª rodada)

Maiores derrotas: Ajax 4×1 Heerenveen (13ª rodada), Heerenveen 1×4 Ajax (27ª rodada) e PSV 4×1 Heerenveen (31ª rodada)

Principal jogador: Mark Uth (atacante)

Artilheiro: Mark Uth (15 gols)

Quem mais jogou: Kristoffer Nordfeldt (goleiro), atuou em todos os 34 jogos

Copa nacional: eliminado na segunda fase, pelo Roda JC (segunda divisão)

Competição continental: nenhuma

Conceito da temporada: bom

Van Nistelrooy, Huntelaar, Afonso Alves (pelo menos na Eredivisie foi, né?), Bas Dost, Alfred Finnbogason… cada vez mais, o Heerenveen deixa razão para a pergunta: por que a equipe é comumente um celeiro de goleadores no Campeonato Holandês? Pois mais uma vez, o fenômeno se repetiu. Afinal de contas, não há como explicar a campanha do time da Frísia sem citar Mark Uth. Com seus 15 gols, o atacante alemão foi fundamental na boa campanha. A ponto de ser contratado pelo Hoffenheim tão logo acabou a temporada. Ainda assim, Uth não foi o único fator a ajudar o Heerenveen.

De nada ele serviria sem ter a rapidez de Luciano Slagveer, pela ponta direita, outro destaque do ano no clube alviazul. Mas foram a solidez e entrosamento no meio-campo – Simon Thern e Joey van den Berg têm méritos nisso – e a firmeza da defesa, com zagueiros promissores, como Jerry St. Juste e Joost van Aken. Aliás, outro personagem importante veio de trás: o goleiro sueco Kristoffer Nordfeldt, já contratado pelo Swansea. Enfim, bancando-se em históricos pontos fortes (defesa firme e um goleador), os frísios tiveram novamente um campeonato seguro.

Zwolle

Colocação final: 6º colocado, com 53 pontos

Técnico: Ron Jans

Maior vitória: Zwolle 6×1 Cambuur (26ª rodada)

Maior derrota: Heerenveen 4×0 Zwolle (22ª rodada)

Principal jogador: Tomas Necid (atacante)

Artilheiro: Tomas Necid (11 gols)

Quem mais jogou: Maikel van der Werff, Bart van Hintum (ambos defensores) e Jesper Drost (meio-campista), todos com 33 jogos

Copa nacional: vice-campeão

Competição continental: Liga Europa (eliminado nos play-offs por vaga na fase de grupos, pelo Sparta Praga-TCH)

Conceito da temporada: ótimo

Tão impressionante quanto os feitos que os Dedos Azuis alcançaram na temporada passada (título da Copa e da Supercopa da Holanda) foi quase repetir a dose neste ano. O mais impressionante: a equipe melhorou no Campeonato Holandês. Em certo momento do returno, precisamente na 21ª rodada, ocupou a terceira colocação na Eredivisie. Nada mais lógico: o time esbanjava entrosamento e firmeza na defesa (méritos de gente como o goleiro Hahn, Van der Werff e Trent Sainsbury). E ainda acertara na mosca em algumas contratações, como a vinda definitiva de Necid para ser referência no ataque. Deu certo, e por muito tempo os Zwollenaren sonharam com façanhas na Eredivisie.

De quebra, foram avançando na Copa da Holanda, até chegarem à segunda final consecutiva. Só que justamente aí, faltou gás à equipe: se foi possível manter certo nível no campeonato, garantindo vaga nos play-offs pela Liga Europa, o sonho do bicampeonato na Copa da Holanda foi justamente interrompido pelo Groningen. E nos play-offs, não foi possível superar um Vitesse de crescimento irresistível no returno. Agora, o sonho vai acabando. As dívidas ficaram grandes demais, Hahn voltou ao Feyenoord após o empréstimo, Necid deve sair… mas valeu a pena. Com o sexto melhor ataque e a quinta melhor defesa do torneio, feitos honrosos para um time pequeno como o Zwolle, não resta dúvidas de que a temporada mereceu aplausos.

Vitesse

Colocação final: 5º colocado, com 58 pontos

Técnico: Peter Bosz

Maior vitória: Vitesse 6×1 ADO Den Haag (8ª rodada)

Maiores derrotas: Ajax 4×1 Vitesse (1ª rodada) e Heerenveen 4×1 Vitesse (19ª rodada)

Principal jogador: Davy Pröpper (meio-campista)

Artilheiro: Bertrand Traoré (13 gols)

Quem mais jogou: Rochdi Achenteh (defensor) e Valeri Qazaishvili (atacante), ambos com 33 jogos

Copa nacional: eliminado nas quartas de final, pelo Groningen

Competição continental: nenhuma

Conceito da temporada: bom

Ao terminar o primeiro turno na 10ª posição, foi escrito aqui que o Vites vivera um momento difícil, pensava-se que a turbulência interna vivida na temporada passada iria impactar decisivamente os aurinegros… mas que a equipe ia se ajeitando dentro de campo e começava a aspirar a coisas mais promissoras na Eredivisie. E que o returno seria uma prova de fogo. Pela qual o time de Arnhem passou com brilhantismo: foi a segunda equipe com mais pontos nas 17 rodadas finais do campeonato, superado apenas pelo PSV. Também, pudera: houve uma sequência de 12 partidas de invencibilidade, com dez vitórias em dois empates, entre a 20ª e a 32ª rodada

A defesa colaborou, sem dar muitas dores de cabeça. Mas foi o ataque que brilhou, sendo o terceiro mais positivo do Holandês (66 gols). Primeiramente, Davy Pröpper despontou, convertendo-se num armador cerebral – a ponto de chamar a atenção do PSV, que negocia sua contratação. No ataque, Valeri “Vako” Qazaishvili corria, enquanto Bertrand Traoré (mais um cedido pelo Chelsea) finalizava com eficiência. Isso, sem contar coadjuvantes úteis, como Marko Vejinovic e Uros Djurdjevic. A evolução vertiginosa foi premiada com a vaga na Liga Europa, vinda a partir dos play-offs. O Vitesse provou que havia vida após a crise.

Feyenoord
Kazim-Richards, artilheiro do Feyenoord no Holandês (Foto: AP)
Kazim-Richards, artilheiro do Feyenoord no Holandês (Foto: AP)

Colocação final: 4º colocado, com 59 pontos

Técnico: Fred Rutten (substituído por Giovanni van Bronckhorst, nos play-offs por vaga na Liga Europa)

Maior vitória: Excelsior 2×5 Feyenoord (15ª rodada)

Maior derrota: Feyenoord 1×4 Vitesse (33ª rodada)

Principal jogador: Jordy Clasie (meio-campista)

Artilheiro: Colin Kazim-Richards (11 gols)

Quem mais jogou: Terence Kongolo, Sven van Beek (ambos zagueiros), Jordy Clasie (meio-campista) e Jean-Paul Boëtius (atacante), todos com 31 jogos

Copa nacional: eliminado na segunda fase, pelo Go Ahead Eagles

Competições continentais: Liga dos Campeões (eliminado na terceira fase preliminar, pelo Besiktas-TUR) e Liga Europa (eliminado na segunda fase, pela Roma-ITA)

Conceito da temporada: bom

A temporada 2014/15 prometia terminar de maneira mais agradável para o Feyenoord: era controlar uma vantagem segura de sete pontos para o AZ e garantir ida direta à segunda fase preliminar da Liga Europa. Certo que uma punição esperaria o clube, pelas barbaridades cometidas por uma ala insana de sua torcida nos jogos contra a Roma, pela segunda fase da competição continental. No entanto, terminar na terceira posição era mais um passo rumo ao que o clube espera há muito tempo: o fim do jejum sem títulos holandeses. Só que veio a queda imperdoável, a perda da terceira posição para o AZ e a eliminação para o Heerenveen, nos play-offs por vaga na Liga Europa, com Giovanni van Bronckhorst tendo sua estreia como técnico antecipada, para apagar o incêndio.

E o desempenho do Stadionclub era elogiável. Em porcentagem, a defesa foi a menos vazada da Eredivisie (39 gols sofridos, apenas 99 chutes a gol adversários – 39,4% de arremates afastados pela zaga). No meio-campo, Clasie, Immers e El Ahmadi estavam altamente entrosados, e terminaram a temporada cobiçados por algumas equipes de centros maiores do futebol europeu (principalmente Clasie). Porém, a inconstância do ataque pode ser uma justificativa. Kazim-Richards, Boëtius, Toornstra, Achahbar, Basaçikoglu… nenhum deles ofereceu certeza de gols. Talvez a vinda de Dirk Kuyt, a efetivação de Van Bronckhorst e a reformulação do elenco deem a atenção que o time precisa, para evitar tropeços como os do final da temporada. Que poderia ser melhor.

AZ

Colocação final: 3º colocado, com 62 pontos

Técnicos: Marco van Basten (até a 3ª rodada), Alex Pastoor (interino, nas 4ª e 5ª rodadas – efetivado, decidiu demitir-se em 18 de setembro), Dennis Haar (interino, nas 6ª e 7ª rodadas) e John van den Brom

Maior vitória: Excelsior 1×4 AZ (34ª rodada)

Maior derrota: Utrecht 6×2 AZ (26ª rodada)

Principais jogadores: Nemanja Gudelj (meio-campista) e Steven Berghuis (atacante)

Artilheiro: Nemanja Gudelj (11 gols)

Quem mais jogou: Jeffrey Gouweleeuw (defensor), atuou em todos os 34 jogos

Copa nacional: eliminado nas quartas de final, pelo Twente

Competição continental: nenhuma

Conceito da temporada: bom

Se PSV, Ajax e até Feyenoord sonhavam com o título, o time de Alkmaar era o maior candidato a aproveitar o que restasse. Não só tinha uma base herdada de temporadas anteriores, mas estava motivado pela chegada de Marco van Basten, que deixara bom trabalho no Heerenveen. Só que o mau começo despertou pressão insuportável em Van Basten. Após licença, ele foi “rebaixado” a auxiliar técnico, deixando o comando com Alex Pastoor – que demitiu-se três dias após ser efetivado. Os Alkmaarders mergulhavam numa confusão que só se resolveu dias depois, quando John van den Brom foi contratado. Com um técnico fixo e prestigiado pela direção, enfim o time pôde esquecer os problemas e se concentrar nos resultados.

Demorou um pouco para que isso acontecesse. Mas quando aconteceu, a ascensão foi tão vertiginosa quanto a do Vitesse. Na zaga, Gouweleeuw foi bastante firme – e Wesley Hoedt enfim rendeu bem, após o conturbado acerto de sua transferência para a Lazio para após a temporada. Finalmente, Nemanja Gudelj e Steven Berghuis se encarregaram de catalisar o crescimento de produção do ataque – com bons coadjuvantes, como Guus Hupperts e, após recuperar-se de lesão, Áron Jóhannsson. E após um returno melhor, mas irregular (o time foi goleado por Utrecht e Feyenoord), veio o prêmio: cinco vitórias nas cinco últimas rodadas, a terceira posição conquistada na última rodada e a vaga direta na Liga Europa. Entre mortos e feridos, salvaram-se todos no AZ, que cumpriu, afinal, seus objetivos. Tudo bem quando acaba bem.

Ajax

Colocação final: Vice-campeão, com 71 pontos

Técnico: Frank de Boer

Maior vitória: Ajax 5×0 Willem II (15ª rodada)

Maior derrota: Ajax 1×3 PSV (3ª rodada)

Principais jogadores: Jasper Cillessen (goleiro) e Davy Klaassen (meio-campista)

Artilheiro: Arkadiusz “Arek” Milik (11 gols)

Quem mais jogou: Jasper Cillessen (goleiro), com 32 jogos

Copa nacional: eliminado nas oitavas de final, pelo Vitesse

Competição continental: Liga dos Campeões (eliminado na fase de grupos) e Liga Europa (eliminado nas oitavas de final, pelo Dnipro-UCR)

Conceito da temporada: bom

Embora o PSV parecesse um time bem montado, até pelo caráter de reformulação que a temporada 2013/14 tivera em Eindhoven, o Ajax ainda ostentava um favoritismo maior ao pentacampeonato holandês, no início da temporada. Já haveria um “tira-teima” entre ambos, na 3ª rodada. E o categórico 3 a 1 que os Eindhovenaren fizeram em plena Amsterdam Arena deixou claro: os Ajacieden teriam um rival de respeito na disputa do título holandês. Caberia a eles deixarem de lado a morosidade do final de 2013/14 e perseguirem o PSV a par e passo. Até o final do primeiro turno, isso foi feito: na pausa de inverno, a diferença era de quatro pontos. Um descuido do líder, e os Godenzonen poderiam assumir a ponta. Mas veio o returno. Vieram um empate no clássico contra o Feyenoord, duas derrotas em sequência para Vitesse e AZ e, com os triunfos seguidos do PSV, a esperança de título virou pó.

E o Ajax virou um “zumbi” na temporada. Vivia mais de lampejos individuais (Klaassen, Milik, El Ghazi e Kishna) do que do jogo coletivo que tanto lhe valera nas temporadas anteriores. Na defesa, a fragilidade dos zagueiros ficava cada vez mais clara, e só não teve impacto maior porque Cillessen assumiu um papel de liderança, cada vez mais seguro no gol (foi o arqueiro com maior porcentagem de defesas na Eredivisie), e cada vez mais ascendente dentro do elenco. A eliminação na Liga Europa para um time menos tradicional só aprofundou a apatia do Ajax. E a melancolia do fim de temporada só foi ressaltada com o resultado na última rodada: derrota para o rebaixado Dordrecht (2 a 1). Se havia esperança de que o time da estação Bijlmer Arena poderia se remontar com o que já tinha em casa, ela acabou. Ou o Ajax se reformula dentro e fora de campo, ou os tempos de vexames assustadores podem retornar rapidamente.

 PSV

Colocação final: Campeão, com 88 pontos

Técnico: Phillip Cocu

Maior vitória: PSV 6×1 NAC Breda (2ª rodada)

Maior derrota: Zwolle 3×1 PSV (5ª rodada) e PSV 1×3 Ajax (28ª rodada)

Principal jogador: Memphis Depay (atacante)

Artilheiro: Memphis Depay (22 gols)

Quem mais jogou: Georginio Wijnaldum (meio-campista), com 33 jogos

Copa nacional: eliminado nas oitavas de final, pelo Roda JC (segunda divisão)

Competição continental: Liga Europa (eliminado na segunda fase, pelo Zenit-RUS)

Conceito da temporada: ótimo

O time do PSV para a temporada atual ainda era jovem? Pelo menos no Campeonato Holandês, isso não importou nem um pouco. Afinal de contas, correspondeu ao favoritismo que possuía, encerrando o jejum de sete anos sem levar para Eindhoven a Eredivisieschaal. De quebra, mostrou uma regularidade admirável: enquanto Ajax e Feyenoord perdiam pontos, os Boeren enfileiravam vitórias contra os pequenos e médios. Perderam para os outros dois gigantes no returno, é verdade. Mas já podiam fazer isso, tendo uma vantagem praticamente inalcançável na ponta. Mais do que isso: a regularidade levou a dois recordes, o maior número de vitórias do clube (29) e a maior pontuação (88) em uma só temporada da Eredivisie. Isso se deve à solidez do time de Phillip Cocu.

No ataque, desnecessário dimensionar a importância de Memphis Depay no título – mas Narsingh e Luuk de Jong tiveram seu destaque. Mas foi o meio-campo o setor fundamental nos Eindhovenaren: não havia jogada que não se valesse da capacidade de Wijnaldum, até para chegar como elemento surpresa ao ataque, ou da segurança de Andrés Guardado (a melhor contratação da temporada) na saída de bola. Na defesa, Bruma e Rekik afinaram-se ainda mais, e Jetro Willems pôde explorar sua volúpia ofensiva pela esquerda. Claro, a temporada não foi perfeita, com a eliminação inexorável na Liga Europa. Memphis já é passado, Rekik e Wijnaldum devem sair… mas o PSV será cabeça de chave na Liga dos Campeões. Uma boa montagem de elenco pode dar uma vaga nas oitavas de final. Nada mal para um time holandês, atualmente.