Balanço da EPL

Finalizados os trabalhos na temporada do futebol inglês, é hora de rever o que de bom – ou não – aconteceu ao longo dos últimos dez meses. Nesta semana e na próxima, faremos um balanço de cada um dos 20 times que participaram da Premier League. Na primeira parte do especial, a análise do 11º ao 20º colocado na tabela. Dos surpreendentes Swansea e Norwich aos rebaixados Wolverhampton, Blackburn e Bolton – passando pela grande decepção vivida pelo Aston Villa, pela franca recuperação apresentada por Sunderland e Wigan. Confira:

WOLVERHAMPTON
Colocação final: 20º (rebaixado para a Championship)
Campanha: 25P 5V 10E 23D 40GP 82GC (Ap. 21% em casa e 22,8% fora)
Maior vitória: 3×1 Wigan
Maior derrota: 0x5 Manchester United e Fulham 5×0
Melhor e pior colocação no ano: 3º (segunda rodada) e 20º (por nove rodadas)
Técnico: Mick McCarthy e, a partir de fevereiro, Terry Connor
Principal jogador: Matthew Jarvis, meio-campista
Decepção: Roger Johnson, defensor
Artilheiro: Steven Fletcher, com 12 gols
Melhor passador: Kevin Doyle, com oito assistências
Transferências (em milhões de euros): 12 em compras e 2,6 em vendas
Copas nacionais: terceira fase da FA Cup e oitavas de final da League Cup
Competição continental: não disputou
Nota da temporada: 1

Depois de duas temporadas consecutivas se segurando na elite, o Wolverhampton não teve forças suficientes para escapar do rebaixamento. A equipe fez contratações pontuais e até começou o campeonato com duas vitórias, mas já dava sinais de que não iria muito longe. Apesar de se manter acima da zona da degola durante todo o primeiro turno, a derrocada começou com sequência de nove jogos sem vitórias, entre a 15ª e a 23ª rodada.

A gota d’água para a crise veio em fevereiro, após a goleada sofrida em casa ante o West Bromwich. Após seis anos no cargo, o técnico Mick McCarthy foi demitido. E os Wolves não venceram mais na EPL, consumando o rebaixamento com quatro rodadas de antecedência. A campanha foi desastrosa tanto dentro quanto fora do Molineux Stadium, enquanto a defesa registrou média superior a dois gols sofridos por jogo. Ainda assim, alguns jogadores conseguiram manter suas reputações intactas. De grande mobilidade no meio de campo, Matt Jarvis dificilmente continuará para a Championship. Mais à frente, Kevin Davies e o artilheiro Steven Fletcher também tiveram seus brilhos.

BLACKBURN
Colocação final: 19º (rebaixado para a Championship)
Campanha: 31P 8V 7E 23D 48GP 78GC (Ap. 33,3% em casa e 21% fora)
Maior vitória: 4×2 Swansea
Maior derrota: Arsenal 7×1
Melhor e pior colocação no ano: 16º (por quatro rodadas) e 20º (por oito rodadas)
Técnico: Steve Kean
Principal jogador: Yakubu Aiyegbeni, atacante
Decepção: Scott Dann, defensor
Artilheiro: Yakubu Aiyegbeni, com 17 gols
Melhor passador: Morten Pedersen, com nove assistências
Transferências (em milhões de euros): 19,5 em compras e 40,2 em vendas
Copas nacionais: terceira fase da FA Cup e quartas de final da League Cup
Competição continental: não disputou
Nota da temporada: 2

Os protestos da torcida do Blackburn contra Steve Kean ganharam coro ao final da temporada, com o retorno à segunda divisão após 11 anos. Sob a confiança dos donos do clube, o técnico não foi capaz de colocar a equipe nos eixos, apesar da movimentação no mercado de transferências. Das muitas peças trazidas ao elenco, apenas Yakubu teve sucesso. O nigeriano chegou a carregar o time nas costas em alguns momentos e teve papel fundamental nas vitórias surpreendentes contra Arsenal e Manchester United.

Os pontos altos das campanhas dos Rovers, porém, param por aí. Ocupando as últimas colocações desde as primeiras rodadas, foram apenas oito rodadas fora da zona de rebaixamento. E o elenco perdeu ainda mais força na virada do ano, quando Chris Samba foi vendido, com a defesa sucumbindo principalmente nos jogos longe de Ewood Park. O desempenho só não foi pior porque Yakubu, fortemente apoiado por Pedersen e David Hoilett, fez do ataque o segundo mais positivo entre os times da parte inferior da tabela.

BOLTON
Colocação final: 18º (rebaixado para a Championship)
Campanha: 36P 10V 6E 22D 46GP 77GC (Ap. 28,1% em casa e 35,1% fora)
Maior vitória: 5×0 Stoke City
Maior derrota: 0x5 Manchester United
Melhor e pior colocação no ano: 2º (primeira rodada) e 20º (por cinco rodadas)
Técnico: Owen Coyle
Principal jogador: Kevin Davies, atacante
Decepção: David N’Gog, atacante
Artilheiro: Ivan Klasnic, com oito gols
Melhor passador: Chris Eagles, com oito assistências
Transferências (em milhões de euros): 15,6 em compras e 16,3 em vendas
Copas nacionais: quartas de final da FA Cup e oitavas de final da League Cup
Competição continental: não disputou
Nota da temporada: 3

Mais que o descenso à Championship após 11 anos, a temporada do Bolton será marcada pela fatalidade ocorrida por Fabrice Muamba. Uma a tragédia que renovou as forças do elenco comandado por Owen Coyle e por pouco não salvou o clube. Depois de fechar o primeiro turno na lanterna, com 14 derrotas, os Trotters demonstraram poder de reação justamente no mesmo período que o volante lutava pela vida no hospital. O excesso de empates nas rodadas finais, quando os jogadores puderam se queixar da arbitragem e da falta de sorte, não foi o suficiente para evitar o rebaixamento.

Capitão da equipe, Kevin Davies foi a referência de dedicação em campo e prometeu seguir no time para buscar o acesso. Compensando o arrependimento pelo dinheiro gasto com a contratação de David N’Gog, o veterano comandou as ações ofensivas ao lado de Ivan Klasnic, enquanto o meio-campo foi bem resguardado por Mark Davies, Martin Petrov e Chris Eagles. O ponto fraco foi mesmo a defesa, vulnerável até mesmo quando contava com Gary Cahill, vendido ao Chelsea em janeiro. E, apesar dos números ruins, Ádám Bogdan conseguiu se sobressair no gol.

QUEENS PARK RANGERS
Colocação final: 17º
Campanha: 37P 10V 7E 22D 43GP 66GC (Ap. 45,6% em casa e 14% fora)
Maior vitória: Wolverhampton 0x3 e 3×0 Swansea City
Maior derrota: Fulham 6×0
Melhor e pior colocação no ano: 9º (12ª rodada) e 19º (primeira rodada)
Técnico: Neil Warnock e, a partir de janeiro, Mark Hughes
Principal jogador: Djibril Cissé, atacante
Decepção: Kieran Dyer, meio-campista
Artilheiro: Heidar Helguson, com oito gols
Melhor passador: Shaun Wright-Philips e Adel Taarabt, com cinco assistências
Transferências (em milhões de euros): 26,2 em compras e 2,8 em vendas
Copas nacionais: quarta fase da FA Cup e segunda fase da League Cup
Competição continental: não disputou
Nota da temporada: 3

O QPR provou que tinha capacidade para continuar na Premier League após o acesso, ainda que com muito custo. Depois de um início regular, aparecendo no meio da tabela, os londrinos perderam a mão a partir de outubro. Com uma vitória em 11 jogos desde então, Neil Warnock foi degolado, deixando o cargo de técnico vago para Mark Hughes. Juntamente com o novo comandante, a equipe trouxe um bom número de reforços em janeiro. Taye Taiwo, Bobby Zamora, Nedum Onuhoa e Djibril Cissé chegaram já com status de titulares, ajudando a salvar a equipe.

Hughes ainda demorou um pouco para fazer o time engrenar. E a fórmula encontrada pelo técnico para impulsionar o QPR foi apostar na força do time em Loftus Road. O clube teve o pior aproveitamento como visitante na EPL, mas fechou sua campanha doméstica com cinco vitórias consecutivas, apresentando segurança defensiva e deixando Liverpool, Arsenal e Tottenham entre as vítimas. Autor de seis gols em oito jogos, Cissé teve grande participação nesta sequência, assim como Jamie Mackie e Adel Taarabt.

ASTON VILLA
Colocação final: 16º
Campanha: 38P 7V 17E 14D 37GP 53GC (Ap. 33,3% em casa e 33,3% fora)
Maior vitória: 3×1 Blackburn e 1×3 Chelsea
Maior derrota: Manchester United 4×0
Melhor e pior colocação no ano: 5º (segunda rodada) e 16º (por duas rodadas)
Técnico: Alex McLeish
Principal jogador: Shay Given, goleiro
Decepção:  Charles N’Zogbia, meio-campista
Artilheiro: Darren Bent, com nove gols
Melhor passador: Gabriel Agbonlahor, com sete assistências
Transferências (em milhões de euros): 20,3 em compras e 43,7 em vendas
Copas nacionais: quarta fase da FA Cup e terceira fase da League Cup
Competição continental: não disputou
Nota da temporada: 2

A malfadada história de Alex McLeish no Aston Villa começou ainda durante a pré-temporada, quando o clube fez caixa vendendo jogadores importantes e repôs mal as peças. A grande aposta, Charles N’Zogbia, foi a mais frustrada. E a falta de consistência do time começou a dar margem já nas primeiras semanas de trabalho, embora a equipe aparecesse na metade de cima da tabela. Por fim, o jejum nas dez rodadas finais fez com que os Villans corressem o risco de rebaixamento até o último jogo, em sua pior campanha na Premier League.

Desta vez, nem mesmo o Villa Park ajudou o time, que venceu apenas quatro jogos em seus domínios, no pior desempenho da história em casa. A campanha ficou marcada pelo excesso de empates, que só não se transformaram em derrotas porque Shay Given evitou. As ausências de Darren Bent e Stiliyan Petrov foram custosas em diversos momentos, enquanto Gabriel Agbonlahor não manteve a regularidade quando mais exigido – resultando na média ofensiva inferior a um gol marcado por jogo. Para não deixar o fracasso se apagar na memória, a diretoria optou por demitir McLeish apenas um dia depois do encerramento do campeonato.

WIGAN
Colocação final: 15º
Campanha: 43P 11V 10E 17D 42GP 62GC (Ap. 38,6% em casa e 36,8% fora)
Maior vitória: 4×0 Newcastle
Maior derrota: Manchester United 5×0
Melhor e pior colocação no ano: 8º (por duas rodadas) e 20º (por 12 rodadas)
Técnico: Roberto Martínez
Principal jogador: Gary Caldwell, defensor
Decepção: Hugo Rodallega, atacante
Artilheiro: Franco Di Santo, com sete gols
Melhor passador: Jean Beausejour, com sete assistências
Transferências (em milhões de euros): 12,3 em compras e 11,1 em vendas
Copas nacionais: terceira fase da FA Cup e segunda fase da League Cup
Competição continental: não disputou
Nota da temporada: 6

Assim como aconteceu na maioria das temporadas desde que estreou na Premier League, o Wigan conseguiu escapar do rebaixamento nas rodadas finais. Mas, desta vez, de uma maneira bem mais espetacular, dando esperanças de um sufoco menor na próxima temporada. Durante o início do primeiro turno a equipe chegou a sofrer oito derrotas consecutivas, permanecendo na zona de rebaixamento a partir da sexta rodada. A situação parecia irreversível, especialmente a partir de dezembro, quando o jejum sem vitórias chegou a nove partidas. Ainda assim, a diretoria resolveu apostar na permanência de Roberto Martínez e colheu os frutos.

Os tropeços se tornaram menos frequentes e, no quarto final do campeonato, os Latics somaram sete vitórias em nove jogos, batendo inclusive Arsenal, Manchester United e Newcastle. A chave do sucesso veio a partir da reorganização tática da equipe, que passou a atuar em um esquema 4-5-1. Ali Al Habsi deu conta do recado no gol e Gary Caldwell foi muito bem na função de líbero. Mais à frente, Franco Di Santo, Shaun Maloney e Victor Moses melhoraram seus rendimentos, enquanto Jean Beausejour fez valer os 4,7 milhões de euros gastos em sua contratação em janeiro. Resta saber como o time vai lidar com a provável saída de Martínez para a próxima temporada.

STOKE CITY
Colocação final: 14º
Campanha: 45P 11V 12E 15D 36GP 53GC (Ap. 50,8% em casa e 28,1% fora)
Maior vitória: 3×1 Blackburn
Maior derrota: Bolton 5×0
Melhor e pior colocação no ano: 4º (quarta rodada) e 14º (por quatro rodadas)
Técnico: Tony Pulis
Principal jogador: Peter Crouch, atacante
Decepção: Wilson Palacios, meio-campista
Artilheiro: Peter Crouch, com dez gols
Melhor passador: Matthew Etherington, com oito assistências
Transferências (em milhões de euros): 24,8 em compras e 1,9 em vendas
Copas nacionais: quartas de final da FA Cup e oitavas de final da League Cup
Competição continental: 32-avos de final da Liga Europa
Nota da temporada: 5

Por mais um ano o Stoke City completou sua campanha na Premier League de forma segura, sem grandes temeridades quanto ao rebaixamento. Mesmo dividindo as atenções com a Liga Europa durante a primeira metade da temporada, a equipe treinada por Tony Pulis se manteve na parte superior da tabela, além de alcançar a classificação para os mata-matas da competição continental. A partir de janeiro, porém, uma série de quatro derrotas fez com que o time despencasse. E, com os triunfos rareando na reta final, a queda de rendimento soou o alerta, embora os Potters tenham seguido livres de ameaças maiores.

Mais uma vez o Britannia Stadium foi o diferencial. O Stoke foi derrotado apenas quatro vezes em casa e arrancou pontos da maioria dos adversários mais bem colocados. A defesa, liderada por Ryan Shawcross, manteve números razoáveis. Em contrapartida, o ataque foi o que menos finalizou e, consequentemente, o que menos marcou gols na EPL. Nem mesmo a presença de Peter Crouch dentro da área foi capaz de resolver o problema, ainda que o centroavante tenha feito a sua parte, ao lado de Matthew Etherington. Já a inconstância de nomes como Wilson Palacios e Kenwyne Jones pesou negativamente.

SUNDERLAND
Colocação final: 13º
Campanha: 45P 11V 12E 15D 45GP 46GC (Ap. 49,1% em casa e 29,8% fora)
Maior vitória: 4×0 Stoke City
Maior derrota: West Bromwich 4×0 e Everton 4×0
Melhor e pior colocação no ano: 7º (primeira rodada) e 17º (por duas rodadas)
Técnico: Steve Bruce e, a partir de dezembro, Martin O’Neill
Principal jogador: Sebastian Larsson, meio-campista
Decepção: Connor Wickham, atacante
Artilheiro: Nicklas Bendtner, com oito gols
Melhor passador: Stéphane Sessègnon, com 11 assistências
Transferências (em milhões de euros): 27,9 em compras e 26,3 em vendas
Copas nacionais: quartas de final da FA Cup e segunda fase da League Cup
Competição continental: não disputou
Nota da temporada: 6

De candidato ao rebaixamento durante as primeiras rodadas, o Sunderland evoluiu para uma condição confortável a partir de novembro. Com apenas duas vitórias em treze jogos, Steve Bruce foi sacado do comando do time. E os efeitos da chegada de Martin O’Neill foram evidentes nos resultados, com sete vitórias em dez partidas, entre elas uma sobre o Manchester City. A partir de abril, a equipe vacilou contra alguns adversários mais fracos e não venceu mais, proporcionando a perda de cinco posições na tabela. Ainda assim, cabe ressaltar o empate por 3 a 3 contra os Citizens no Etihad Stadium, colocando os Black Cats como os únicos que conseguiram roubar pontos na casa do campeão.

Em campo, o time se mostrou bastante balanceado e difícil de ser batido no Stadium of Light. O ponto forte se concentrou no meio de campo, onde Stéphane Sessègnon e Sebastian Larsson ditaram o ritmo. Nas extremidades do campo, o goleiro Simon Mignolet e o artilheiro Nicklas Bendtner também cumpriram as expectativas. A se lamentar, apenas os nove milhões de euros pagos em Connor Wickham, atacante de 18 anos que decepcionou. Para compensar, James McClean custou vinte vezes menos e se firmou na meia esquerda titular, se tornando uma das principais revelações da temporada na Inglaterra.

NORWICH CITY
Colocação final: 12º
Campanha: 47P 12V 11E 15D 52GP 66GC (Ap. 47,3% em casa e 35,1% fora)
Maior vitória: 4×2 Newcastle
Maior derrota: 1×6 Manchester City
Melhor e pior colocação no ano: 8º (por quatro rodadas) e 17º (quarta rodada)
Técnico: Paul Lambert
Principal jogador: Grant Holt, atacante
Decepção: James Vaughan, atacante
Artilheiro: Grant Holt, com 15 gols
Melhor passador: Wesley Hoolahan, com seis assistências
Transferências (em milhões de euros): 14,9 em compras e 0,5 em vendas
Copas nacionais: oitavas de final da FA Cup e segunda fase da League Cup
Competição continental: não disputou
Nota da temporada: 6

Dono do elenco de menor valor de mercado da Premier League, o Norwich fez da regularidade uma de suas armas para garantir mais um ano na primeira divisão. Sem variar seu rendimento entre os jogos dentro e fora de Carrow Road, o time frequentou a parte central da tabela durante a maior parte da temporada, perdendo o fôlego apenas nas rodadas finais, sobretudo após a goleada por 6 a 1 sofrida para o Manchester City.  Os bons números do ataque ao menos compensaram a vulnerabilidade da defesa, superior apenas que a dos três rebaixados.

Por mais um ano, Grant Holt cumpriu com êxito sua missão de mandar a bola para as redes e, vice-artilheiro inglês da EPL, chegou a ser reivindicado no English Team para a Eurocopa. Quem cavou sua vaga na seleção, porém, foi o John Ruddy, embora tenha sido cortado por lesão. Independente da alta média de gols sofridos, o arqueiro compensou com grandes atuações, como no empate por 0 a 0 ante o Chelsea. Outros velhos conhecidos do elenco que mantiveram a moral com a torcida foi Wes Hoolahan, enquanto Steve Morrison e Anthony Pilkington foram apostas certeiras no mercado de transferências.

SWANSEA CITY
Colocação final: 11º
Campanha: 47P 12V 11E 15D 44GP 51GC (Ap. 54,3% em casa e 28,1% fora)
Maior vitória: 3×0 West Bromwich, Fulham 0x3 e 3×0 Blackburn
Maior derrota: Manchester City 4×0
Melhor e pior colocação no ano: 20º (primeira rodada) e 8º (29ª rodada)
Técnico: Brendan Rodgers
Principal jogador: Gylfi Sigurdsson, meio-campista
Decepção: Leroy Lita, atacante
Artilheiro: Danny Graham, com 12 gols
Melhor passador: Wayne Routledge, com sete assistências
Transferências (em milhões de euros): 12,8 em compras e 0,5 em vendas
Copas nacionais: quarta fase da FA Cup e segunda fase da League Cup
Competição continental: não disputou
Nota da temporada: 7

O desempenho do Swansea na volta à primeira divisão foi surpreendente. A goleada sofrida para o Manchester City na estreia e a falta de vitórias nas quatro primeiras rodadas prediziam que o retorno à Championship seria rápido. Entretanto, a equipe de Brendan Rodgers soube como reverter o quadro durante o desenrolar da competição, fazendo do Liberty Stadium um grande trunfo: somente quatro equipes voltaram do País de Gales com uma vitória na bagagem. Não à toa, os Citizens chegaram a perder a liderança após a derrota na 28ª rodada.

O maior referendo à boa campanha foi o futebol ofensivo e de posse de bola mantido pelos Swans, exemplificado pela fantástica vitória sobre o Arsenal por 3 a 2. Alguns jogadores decisivos para o acesso não sentiram a pressão da elite e mantiveram o alto nível – o zagueiro Ashley Williams, o meio-campista Joe Allen e o atacante Scott Sinclair formaram a coluna vertebral entre os remanescentes. Além disso, os galeses foram bastante felizes em suas investidas no mercado. Michel Vorm foi um dos melhores goleiros da EPL e Danny Graham mostrou-se decisivo. E, a partir de janeiro, Gylfi Sigurdsson deu um impulso extra, essencial na articulação.

CURTAS

– Entrando no clima do balanço, estreia nota seis para Roy Hodgson em sua estreia no comando da seleção. O English Team foi superior à Noruega, embora tenha levado sustos em alguns momentos. O resultado acabou decidido por Ashley Young, que protagonizou grande jogada individual para anotar o único gol do jogo.

– Jogando como segundo atacante, Young foi um dos melhores em campo. Andy Carroll foi outro que jogou bem e se firma como opção para os primeiros jogos da Euro, durante a ausência de Rooney. Alex Oxlade-Chamberlain não sentiu o peso da estreia, ao entrar no segundo tempo, e é alternativa interessante.

– A defesa não passou muita segurança, mas muitas peças deverão mudar até a estreia na competição continental. Já Robert Green conseguiu passar os 90 minutos sem cometer falhas e, ainda que seja o reserva de Joe Hart, apagou parte do fantasma que o assombrava desde a Copa do Mundo de 2010.

– A temporada na Football League foi fechada no último final de semana. No sábado, o Huddersfield carimbou o acesso à Championship, ao vencer o Sheffield United nos pênaltis por 8 a 7, após empate sem gols no tempo normal. Curiosamente, coube ao goleiro Steven Simonsen perder a cobrança derradeira das Blades. Já o Crewe Alexandra voltou à League One ao vencer o Cheltenham Town por 2 a 0.