Uma das importantes contratações da temporada do Milan, Timoué Bakayoko chegou em busca de recuperar o seu futebol. O início não foi bom, mas o meio-campista se tornou essencial no time dirigido por Gennaro Gattuso. O francês, de 24 anos, conta que os seus inícios não foram bons em outros clubes, mas que sabia do seu potencial. Tudo mudou e ele passou a ser um dos jogadores mais importantes do time titular.

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“Eu acho que os torcedores mudaram de ideia sobre mim e eu estou feliz por isso”, disse Bakayoko à Milan TV. “Eu estou muito feliz, o time está jogando bem e melhorou muito. Eu acho que os últimos três ou quatro jogos, os times não marcaram gols contra nós e eu acho que nós precisamos continuar, mas eu estou feliz por estar aqui, terminar a temporada bem”.

“Eu conheço bem meus companheiros, eles me conhecem melhor que há dois meses. Eu estou trabalhando duro e estou tentando ser melhor para o time. Eu estou feliz nesse período e estou jogando bem. Eu sou muito humilde, se eu estou aqui, é porque o time está jogando muito bem. Eu apenas ouço música, relaxo e falo com Franck Kessié porque ele é engraçado e, depois disso, eu estou no meu jogo”, afirmou o francês.

“Eu sempre tento melhorar. Eu estou aqui há apenas seis meses, mas eu acho que depois de nove meses eu estarei melhor com o time. Eu apenas quero trabalhar e melhorar em cada jogo e partida. Eu preparei algo para quando eu marcar meu primeiro gol, mas eu não posso mostrar agora…”, disse o treinador.

“Eu sou como Vieira porque ele é alto, forte e tem muita habilidade técnica. Eu acho que sou mais parecido com esse tipo de jogador. Eu apenas quero agradecer aos torcedores pela confiança em mim. Nós precisamos deles para terminar nos quatro primeiros lugares”, disse ainda o meio-campista.

“Eu ouvi o que o Leonardo disse [sobre permanecer se o Milan classificar à Champions League], mas eu não estou em posição de falar sobre isso. É uma questão que diz respeito ao Milan e ao Chelsea”, afirmou o jogador ao Corriere dello Sport. “Ficar no Milan é o meu sonho e está fixado na minha mente, mas eu tenho contrato com o Chelsea. Neste momento, eu quero terminar a temporada entre os quatro primeiros. Depois disso, eu pensarei a respeito”.

Depois de um início turbulento no Milan, Bakayoko melhorou de desempenho e se tornou um titular importante do técnico Gennaro Gattuso. Só que no começo, o volante francês não ficou muito satisfeito de ouvir o técnico sendo bastante crítico com suas atuações. “Depois das palavras de Gattuso, eu não estava me sentindo bem, não estava me sentindo feliz”, disse o jogador emprestado pelo Chelsea.

“Eu me senti questionado sobre qual era a minha posição em campo, mas eu nunca falei com ele sobre isso. Eu apenas pensei em trabalhar e nada mais. Eu conheço a mim mesmo e eu sei quais são minhas qualidades: eu estava convencido que com meu treinamento duro, a satisfação viria. Eu nunca pensei que vir para o Milan tinha sido um movimento errado. Nem tudo foi bem para mim nesta carreira curta”, disse ainda o jogador.

“Às vezes o começo de uma aventura em um novo clube tem sido difícil: isso aconteceu comigo tanto no Monaco quanto no Chelsea, e é por isso que eu não fiquei surpreso que a história se repetiu no Milan. Eu preciso de tempo para me adaptar, mas então… As qualidades de Gattuso? Eu não sei se ele tem alguma”, brincou o francês.

“É brincadeira, é brincadeira! Gattuso ama seus jogadores e dá tudo para que eles treinem bem. O seu talento está em mostrar amor para os jogadores. Ele não era o jogador que eu mais admirava, mas eu digo isso com grande respeito, porque ele ganhou a Champions League, que é o meu sonho. Por favor, não diga para ele…”.

“Para mim, ele é o técnico e uma grande pessoa que me ajudou muito: nos primeiros dois ou três meses, quando nem tudo ia bem, nós falávamos todos os dias, mas agora não há necessidade porque nós entendemos um ao outro com um simples olhar. Nosso relacionamento é perfeito. Se sou o líder que Gattuso diz? Eu não sei. Eu tento dar tudo de mim para o meu time e meus torcedores e eu faço as coisas me doando 100%, porque eu tenho um grande coração. É importante quando o técnico acredita que você é um líder”, afirmou o jogador.