O Paris Saint-Germain goleou o Estrela Vermelha, por 6 a 1, na segunda rodada da fase de grupos da Champions League. Uma vitória aparentemente corriqueira do clube de Neymar que, no entanto, está sendo alvo de investigações das autoridades francesas por causa de uma possível manipulação de resultados, segundo o jornal L’Equipe.

A publicação conta que, dias antes da partida, em 3 de outubro, a Uefa recebeu uma dica de uma fonte “cujo pedigree foi considerado interessante e com credibilidade” e passou a informação adiante para a Promotoria Financeira Nacional. Dentro da entidade europeia, apenas o presidente Aleksander Ceferin e seu círculo mais próximo estavam cientes da ameaça à lisura do campeonato. Um oficial da Promotoria confirmou à Associated Press que a investigação foi aberta.

De acordo com essa fonte, um dirigente do Estrela Vermelha apostaria quase € 5 milhões que o clube sérvio perderia por cinco gols de diferença. Com dois gols de Neymar, um de Cavani, Di María e Mbappé, o PSG abriu 5 a 0, antes de Marko Marin descontar para os sérvios. Aos 36 minutos do segundo tempo, Neymar fez 6 a 1 e abriu cinco gols de vantagem

Em um comunicado, o PSG expressou “espanto e indignação”. “O Paris Saint-German reitera seu compromisso com um princípio fundamental do esporte: a integridade das competições. E, portanto, refuta qualquer prática que possa colocar essa integridade em dúvida”, escreveu.

O Estrela Vermelha também se manifestou, pedindo que tanto a Uefa quanto as autoridades competentes na Sérvia e na França investiguem o caso até o fim para chegar à verdade: “As alegações podem causar grande dano à reputação do nosso clube. A tecnologia de hoje em dia e vários outros mecanismos progrediram tanto que simplesmente não é mais possível que um caso como esse permaneça sem solução. O Estrela Vermelha espera que a verdade sobre isso apareça o mais rápido possível e que qualquer dúvida sobre o envolvimento e qualquer membro do nosso clube em qualquer ação disruptiva seja removida”.

Ao Guardian, a Uefa recusou-se a comentar a existência de uma investigação, justamente para “não comprometer o processo investigativo” e informou que comunica sobre casos específicos ou partidas apenas quando procedimentos disciplinares são abertos ou decisões são tomadas.