As análises colocavam o confronto entre Liverpool e Porto como o que mais havia desequilíbrio nas quartas de final. Em campo, os ingleses confirmaram a superioridade e venceram por 2 a 0, no jogo de ida das quartas de final da Champions League, em Anfield, sem grandes sustos, levando uma boa vantagem para o Estádio do Dragão, na quarta-feira da próxima semana.

A partida foi mais jogada no primeiro tempo do que no segundo, com os donos da casa completamente no controle das ações. Ficaram com a bola a maior parte do tempo, com rápidas transições e, quando necessário, precisos lançamentos para chegar ao campo de ataque. Naby Keita destacou-se no meio-campo, carregando a criança entre as linhas de defesa, e deixando seus companheiros em boas situações. E Henderson, com bons passes.

O primeiro gol surgiu do lado esquerdo. Milner, improvisado mais uma vez na lateral, achou Mané, que encontrou Firmino, dentro da área. O brasileiro rolou para Keita. Ele bateu, de frente para o gol de Casillas, e contou com desvio em Óliver Torres para abrir o placar.

Salah era o homem mais perigoso do ataque, responsável por duas grandes chances em sequência. De fora da área, exigiu defesa dupla de Casillas e, alguns minutos depois, aproveitou vacilo da defesa e saiu cara a cara com o goleiro espanhol. Tentou tocar na saída de Casillas, mas tirou demais e mandou para fora, desperdiçando ótima chance.

Aos 25 minutos, a vantagem do Liverpool foi dobrada. Henderson enfiou para Alexander-Arnold, pela direita da grande área, e o cruzamento rasteiro do jovem laterla direito encontrou Firmino livre, dentro da pequena área, sem um goleiro para atrapalhá-lo.

O Porto quase conseguiu voltar ao jogo, com Marega, que entrou na área pela esquerda e bateu cruzado, para boa defesa de Alisson. Na sequência da jogada, o goleiro brasileiro saiu do gol para espalmar uma bola perigosa a escanteio e a acertou no braço de Alexander-Arnold. Após revisão do assistente de vídeo, o árbitro decidiu não marcar pênalti. Na cobrança do tiro de canto, Marega dominou sozinho dentro da área, mas pegou mal na bola e facilitou a defesa de Alisson.

Antes do intervalo, Firmino quase ampliou, aparecendo como um foguete na área para completar o cruzamento de Henderson. Pegou de primeira, mas por cima do gol de Casillas.

O confronto ficou muito mais morno no segundo tempo. A partir de mais ou menos a metade do período, ficou visível que a prioridade do Liverpool era não sofrer um gol do Porto, em casa, que poderia complicar o jogo de volta. Foi uma atuação defensiva sólida dos ingleses. Apenas Marega escapou algumas vezes, mas, com finalizações tortas, levou pouco perigo a Alisson.

O Liverpool escapou de perder Salah para o jogo de volta, por volta dos 38 minutos, quando o egípcio pisou com a sola da chuteira na perna de Danilo Pereira. Não seria rígido demais se o árbitro Antonio Lahoz tivesse mostrado o cartão vermelho. Não mostrou nenhum, e o jogo seguiu.

Não foi uma exibição brilhante do Liverpool no primeiro jogo, como ano passado, quando venceu por 5 a 0 e ganhou até o direito de poupar alguns atletas para a partida de volta. Desta vez, foi uma atuação mais sólida que genial, garantindo uma boa vantagem de 2 a 0, mas os Reds não podem bobear em Portugal.

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