O Atlético Mineiro teve um bom começo contra o Cerro Porteño, partida vital às suas chances de passar às oitavas de final da Libertadores. Até saiu na frente. Mas na reta final do primeiro tempo, depois de levar dois gols dos paraguaios em três minutos, entrou em pane e chegou ao intervalo perdendo por 4 a 1, que acabou sendo o placar final e que complica demais a sua situação na competição sul-americana.

O apagão de 15 minutos ao fim da primeira etapa não foi apenas um acidente, mas uma reflexão, um pouco exagerada, talvez, de vários problemas que o Atlético Mineiro demonstra nesta temporada. Foi um momento em que tudo deu errado, mas, no geral, o Galo tem sido um time mal-organizado, mal treinado e com problemas defensivos. Desta vez, havia um bom time no outro lado para aproveitar. O Cerro Porteño chegou a quatro vitórias em quatro rodadas.

Claramente a proposta do Atlético era contra-atacar, deixando a bola com o Cerro Porteño. Na primeira meia-hora, isso funcionou bem. Os paraguaios dominaram a posse, sem criar muitas chances, e o Galo foi bem à frente com Bolt, de fora da área, exigindo defesa de Muñoz em dois tempos.  Aos 18 minutos, saiu o primeiro gol da partida. Luan pegou a sobra pela direita e cruzou rasteiro para Ricardo Oliveira completar como bom centroavante e colocar os mineiros à frente.

 

A partida seguiu em uma toada parecida até os 30 minutos, quando os brasileiros entraram em pane, a partir da virada do Cerro Porteño. Acosta deu sorte em uma cobrança de falta rasteira, que desviou na barreira e enganou Victor. Três minutos depois, Fede Carrizo tabelou com Villasanti e mandou um bonito chute colocado de fora da área para virar.

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Esses dois gols não eram um desastre, especialmente porque o primeiro foi fruto do acaso e o segundo contou com muito mérito de Carrizo na finalização. No entanto, foram suficientes para o Atlético Mineiro perder o rumo. Passou a dar mais espaço para os adversários, sem tanta pressão a quem carregava a bola, permitindo que os paraguaios ficassem muito confortáveis para trocar passes ou executar cruzamentos.

O terceiro gol foi inadmissível. Fábio Santos tentou sair jogando dentro da área, mas Cáceres interceptou. Rabello ainda errou o corte antes de o jogador do Cerro o driblar e estufar as redes.

 

E antes do intervalo, outro lapso mental, desta vez de Victor. A bola foi lançada ao bico esquerdo da grande área, onde Larrivey estava marcado por Igor Rabello. Situação de perigo, mas não iminente. Victor, porém, saiu do gol e acabou trombando com Rabello. A bola sobrou para Larrivey empurrar às redes e transformar a vitória em goleada.

O segundo tempo foi meramente protocolar. O Cerro Porteño ainda quase fez o quinto, bem no comecinho, quando Larrivey explodiu o travessão. Bolt teve a melhor chance de descontar para o Atlético Mineiro, mas parou em linda defesa do goleiro Muñoz.

O Atlético Mineiro tem uma vitória e três derrotas em seu grupo. Soma apenas três pontos. O Nacional derrotou o Zamora por 1 a 0 e chegou a nove. O Cerro Porteño está bem tranquilo, com 12. O Galo, portanto, tem que vencer o confronto direto contra os uruguaios e, na última rodada, ganhar do Zamora fora de casa e torcer por vitória do Cerro contra o Nacional, tirando seis gols de saldo no meio do caminho. Ficou difícil.