O Atlético Mineiro, mais uma vez, não apresentou um bom futebol e foi derrotado, fora de casa, pelo Nacional, por 1 a 0, no Parque Central de Montevidéu. Situação complicada para o Galo, que também perdeu a primeira rodada, no Mineirão, e, principalmente, ainda não conseguiu encontrar um bom rendimento nesta temporada.

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Zé Welison e Jair começaram jogando como volantes, com Elias aberto à esquerda, em vez de Chará na linha de armadores. Com essa escalação, o meio-campo ganha poder de marcação, mas perde velocidade e imprevisibilidade, especialmente se Elias estiver em um dia ruim, como nesta terça-feira. É uma tentativa de Levir Culpi de encontrar o equilíbrio de um time que começou a temporada criando muito, mas deixando espaços demais na defesa.

A boa notícia para o Atlético Mineiro, no primeiro tempo, é que o Nacional levou muito pouco perigo ao gol de Víctor. Basicamente uma finalização de Carballo que completou cruzamento de primeira e mandou para fora. A má notícia é que o setor ofensivo também produziu pouco. As melhores chances foram chutes de fora da área, como um que Zé Welison mandou na trave, e uma cabeçada de Ricardo Oliveira por cima, em rara jogada bem trabalhada pelo ataque alvinegro.

No segundo tempo, além de continuar com problemas de criação, o Atlético Mineiro acrescentou dificuldades para ficar com a bola no pé e chegar ao campo de ataque. O Nacional assumiu o domínio territorial do jogo e também não criava muitas chances. Mas foi eficiente na melhor que apareceu. Viña apareceu livre pela esquerda e cruzou. Bergessio ganhou de Rabello no alto e cabeceou, sem chances para Víctor.

O gol saiu aos 26 minutos da etapa final. Tempo para reagir o Galo tinha. Faltou bola. A melhor oportunidade foi um chute meio torto de Ricardo Oliveira, quase sem ângulo para fazer algo muito melhor. Ainda sem apresentar um bom futebol na Libertadores – e em boa parte do resto da temporada -, o Atlético Mineiro se complica porque, após duas rodadas da fase de grupos, ainda não somou ponto.