Fazer 2 a 0 para garantir a decisão por pênaltis, ou vencer por três gols de vantagem em qualquer circunstância. A missão de Atlético Mineiro e Independiente Santa Fe, após perderem por 2 a 0 o jogo de ida das semifinais da Libertadores, é complicada por si só. E, considerando o histórico da competição, a façanha que mineiros e colombianos precisam é bastante rara. Mas não seria inédita.

Desde que foi criado o atual sistema de disputa de mata-mata, com gols fora de casa valendo como critério de desempate, houve 14 confrontos em que o time mandante fez 2 a 0 no jogo de ida. Em dois a equipe derrotada conseguiu reverter na partida de volta.

O primeiro caso foi nas quartas de final de 2007. O Grêmio havia perdido para o Defensor Sporting por 2 a 0 em Montevidéu, mas devolveu o placar em Porto Alegre e se classificou nos pênaltis. O segundo caso foi na Pré-Libertadores de 2009. O Deportivo Anzoátegui fez 2 a 0 no Deportivo Cuenca na Venezuela, mas os equatorianos venceram por 3 a 0 na altitude e passaram à fase de grupos.

Curioso como esse tipo de situação é recorrente na América do Sul, mas raro na Europa. De 2007 para cá, considerando apenas a partir das oitavas de final, houve apenas quatro casos de um time mandante fazer 2 a 0 no jogo de ida da Liga dos Campeões. Em apenas um (Milan x Barcelona na temporada que se encerrou agora) houve virada no duelo.