O Atlético de Madrid esteve longe da atuação goleadora da rodada passada, quando venceu o Osasuna fora de casa por 5 a 0. De qualquer forma, conseguiu dar sequência a seu reinício positivo na reta final de La Liga. O triunfo magro, por 1 a 0, diante do Valladolid, somado aos tropeços de Sevilla e Getafe, reforçou a briga dos Colchoneros por uma vaga direta na Champions League. A equipe agora é a terceira colocada.

Na primeira etapa, as chances não foram muitas, mas as jogadas ofensivas tiveram importante participação de João Félix, jogador com mais liberdade de posicionamento no esquema de Diego Simeone. Atuando como um segundo atacante para Morata, o português por vezes recuava significativamente para tentar dar fluidez à criação do Atleti, mas sem abdicar de buscar seus espaços mais próximo ao gol adversário.

A primeira boa chance dos Colchoneros veio logo aos cinco minutos, quando João Félix tocou para Herrera, e o mexicano encontrou Morata dentro da área com um belo cruzamento. De cabeça, o centroavante mandou bem perto da meta, mas a bola foi mesmo pela linha de fundo.

Imprimindo um ritmo elevado nos primeiros minutos, o Atleti voltou a assustar em subida pela direita. Um lançamento de Partey encontrou Trippier pela direita, o inglês cruzou, a zaga do Valladolid interceptou a chegada de Morata, e João Félix, no rebote, brigou com a marcação e bateu com força, mas por cima do gol.

Aos 23 minutos, em boa jogada individual, João Félix arrancou com a bola e arriscou de longe, da intermediária, e a bola passou com perigo, rente à trave direita de Caro.

Do lado do Valladolid, o principal ponto positivo veio de um velho conhecido da torcida do Palmeiras. Estreando já como titular, Matheus Fernandes participou ativamente do jogo ofensivo dos visitantes, dando opções para passes, driblando e, na melhor chance de sua equipe no primeiro tempo aos 30 minutos, quase marcando um bonito gol após passe de Rubio Marin. A bola, no entanto, passou raspando a trave direita de Oblak.

Parecendo claramente mais à vontade com a camisa do Atleti neste reinício de La Liga, João Félix exibia sua técnica com frequência. Aos três minutos do segundo tempo, recebeu na boca da área, petecou a bola para tirar da marcação e bateu forte, mas sem direção. Aos nove minutos, foi a vez de Lemar tentar deixar o seu. De longe, mandou uma bomba em direção ao ângulo esquerdo superior de Caro, mas a bola tomou rumo diferente do desejado, saindo pela linha de fundo.

Para dar uma chacoalhada na equipe, Simeone não poupou nas alterações. Aos 12, tirou Herrera e Lemar para colocar Koke e Yannick Carrasco. Sete minutos mais tarde, foi a vez de mudar a dupla de ataque: Félix e Morata saíram, dando lugar a Correa e Diego Costa.

O brasileiro naturalizado espanhol logo mostrou a diferença que poderia fazer. Aos 25 minutos, após boa jogada e bola enfiada de Llorente, Costa driblou o goleiro e balançou a rede. Porém, em posição de impedimento, não teve seu gol validado. Três minutos mais tarde, veio a última alteração, que definiria a partida: Vitolo entrou no lugar de Llorente.

Aos 36 minutos do segundo tempo, em escanteio, Diego Costa brigou com defesa e goleiro adversários pelo alto, desviando para Vitolo. O espanhol completou de cabeça para o gol, mas Kiko Olivas se atirou para afastar a bola. Entretanto, ela já havia ultrapassado a linha, e a revisão no VAR confirmou o tento da vitória dos Colchoneros.

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Não foi bonito, mas foi eficaz. No melhor estilo Atlético de Madrid, na agonia, a partir dos centímetros revistos pelo assistente de vídeo, o merecido triunfo estava garantido. Se puder aliar a garra e persistência deste sábado com a prolificidade da rodada passada, o Atleti de Simeone poderá estar próximo de sua melhor versão nesta temporada, em uma reta final com muito a se disputar, já que, além da briga por vaga na Champions League da próxima temporada, está nas quartas de final da edição atual da competição europeia, tendo eliminado o atual campeão Liverpool.

No âmbito de La Liga, em que os concorrentes Getafe, Real Sociedad e Sevilla recomeçaram mal, somando cada um dois tropeços em suas últimas duas partidas, dar sequência às vitórias nesta readaptação pode fazer toda a diferença na tabela final, mesmo que os oponentes reencontrem seu caminho.