Fortaleza e Atlético Mineiro fizeram um jogo muito movimentado no Castelão neste sábado. O empate por 2 a 2 acabou deixando os dois times insatisfeitos, mas o Atlético é quem tem mais a comemorar. Perdia o jogo até o final, com um jogador a menos desde o começo do segundo tempo, e arrancou o empate no final. O Fortaleza pode lamentar a má atuação, mas também a arbitragem. Pouco antes do gol de empate, teve uma falta não marcada que resultaria na segunda expulsão no Galo, além de uma chance real de gol. Os dois times seguem em uma situação que merece atenção no Campeonato Brasileiro.

O time cearense abriu o placar logo aos 14 minutos. De cabeça, Gabriel Dias completou cruzamento de Osvaldo para marcar 1 a 0. A vantagem não durou muito. Aos 23, outro lateral, Patric, arriscou de longe, de canhota, surpreendeu o goleiro Felipe Alves, que falhou: 1 a 1. Mais uma vez, o placar não durou muito. Aos 28 minutos, Juninho cobrou escanteio e novamente o lateral Gabriel Dias tocou de cabeça, na primeira trave, para marcar 2 a 1.

O segundo tempo prometia ser agitado, mas rapidamente as coisas mudaram. No primeiro minuto, Geuvânio perdeu a bola no meio-campo e fez a falta, segurando o adversário. O árbitro deu cartão amarelo. Como ele já tinha, acabou expulso. O Atlético, então, ficou com um jogador a menos para toda a segunda etapa.

Com um jogador a mais, o Fortaleza tinha a faca e queijo na mão. O problema é que nada aconteceu. O time tentou controlar o jogo com a posse, mas não aproveitou a fragilidade do adversário com um a menos para matar o jogo. O jogo ficou morno, mas o placar mantinha alguma esperança para o Atlético. A entrada de Bruninho, ainda no intervalo no lugar de Nathan, e de Marquinhos no lugar de David Terans aos 34 minutos, tornaram o time melhor. Marquinhos, especialmente, era quem tentava mais criar alguma coisa.

O lance crucial do jogo veio aos 38 minutos. André Luiz colocou na frente e ia em direção ao gol. O zagueiro Igor Rabello deu um tranco faltoso que derrubou o jogador do Fortaleza. O árbitro não marcou falta, que geraria cartão vermelho por evitar uma chance clara de gol. O banco do Fortaleza ficou revoltado. O técnico Rogério Ceni exagerou na cobrança ao árbitro e tomou o cartão amarelo. Outros membros da comissão técnica e jogadores no banco estavam revoltados.

André Luiz, do Fortaleza, disputa com Igor Rabello, do Atlético (Leonardo Moreira/Fortaleza EC)

Na sequência, o Atlético Mineiro arrancou o empate. Marquinhos recebeu nas imediações da área, tocou para Fábio Santos, que não foi acompanhado pela marcação. O lateral, dentro da área, chutou cruzado e marcou: 2 a 2. Empate que salvou um ponto para o Galo, enquanto o Fortaleza sente que perde dois em um jogo que poderia vencer.

Os dois times tiveram atuação fraca, que não merecia muito mais do que tiveram. O Fortaleza ficou devendo, mas o meia Juninho conseguiu ser um ponto de destaque do time. Ele, Osvaldo e André Luís tentaram mudar um pouco o panorama do jogo. O Atlético também ficou devendo futebol. A expulsão estúpida de Geuvânio complicou muito um jogo que estava equilibrado. Ofensivamente, o Galo foi nulo, produzindo muito pouco e com atuações ruins de todos os jogadores de frente.

Na tabela, os dois times seguem colados um no outro, no meio da tabela, mas ainda olhando com temor para baixo, com a zona do rebaixamento ainda perigosamente próxima.

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