O Athletico Paranaense fez um jogo ruim, nesta quarta-feira, contra o Boca Juniors, na Arena da Baixada. Lento, sem criatividade, com posse de bola infértil e levando alguns sustos. O zero foi mantido no placar, deixando ambos muito vivos nas oitavas de final da Libertadores, até os 37 minutos do segundo tempo, quando Alexis Mac Allister acertou um chute de fora da área e contou com um desvio para fazer 1 a 0. Nos segundos finais, Marco Rubén teve a chance de empatar. De pênalti, acertou a trave.

O Furacão não merecia coisa muito melhor pela partida que realizou. Mas também nem o Boca Juniors até a sorte do arremate de fora da área do argentino de 20 anos, estreando depois de ter sido emprestado pelo Brighton. O vento, porém, não esteve metaforicamente a favor dos curitibanos. Alguns centímetros para cá ou para lá teriam feito toda a diferença tanto no único gol da partida quanto no erro de Rubén.

Estratégia por estratégia, a do Boca Juniors funcionou melhor. Conseguiu limitar o ataque do Athletico Paranaense a arremates de fora da área e teve um par de chances boas, as melhores da partida antes do gol, em duas escapadas de Ábila. Na primeira, perdeu o ângulo ao tentar se livrar da boa saída de gol de Santos. Na segunda, em raro erro de Bruno Guimarães no campo de defesa, o centroavante saiu entrou livre pela área, e o goleiro do Furacão teve que novamente se antecipar bem para abafar.

O Athletico teve posse de bola durante dois terços da etapa inicial. Não teve infiltração ou criatividade, então os lances de maior perigo saíram de chutes de média distância, com Bruno Guimarães, muito perto da trave, e Nikão, bem de longe, colocando a bola bem perto da trave de Andrada. O primeiro tempo, pelo menos animado e movimentado, deu lugar a um segundo muito mais travado e lento. Até o chute de fora da área de Mac Allister, um dos melhores em campo, que desviou na marcação e encobriu Santos.

Quando a derrota parecia inevitável, nos acréscimos, Rony recebeu um longo lançamento de Bruno Guimarães, entrou na área e caiu, entre Emmanuel Más e o goleiro Andrada. O árbitro checou o assistente de vídeo e anotou o pênalti. Houve realmente um toque e Más, e a validade da infração recai na interpretação de cada um. O curioso foi o apitador ter dado cartão amarelo a Andrada, não a Más.

O pênalti era ouro para o Athletico Paranaense. A chance de não perder em casa e precisar de uma reviravolta ainda maior na Bombonera. E na bola estava Rúben, herói que marcou os três gols da vitória da fase de grupos. Desta vez, porém, seu chute explodiu na trave e deixou o Furacão precisando de um jogo histórico na Argentina para passar às quartas.