E pela terceira vez o Bahia soltou o grito de campeão na Copa do Nordeste. No primeiro jogo da decisão, na Ilha do Retiro, o Tricolor acabou cedendo o empate ao Sport quando a partida se encaminhava para o final. Jogando em sua casa, porém, os baianos não deram chance ao Leão, que foi engolido durante os 90 minutos e poderia ter sido até mesmo goleado, não fossem as chances desperdiçadas pelo Bahia e o paredão que foi Magrão. Por isso, ficou barato para o Sport o 1 a 0 no jogo de volta. O time de Guto Ferreira levantou a taça merecida e justamente, porque jogou muito mais bola que os adversários. E quem merece créditos por mais essa conquista é, além dos jogadores e do técnico, a torcida tricolor. Dizem que torcedores são o patrimônio mais valioso dos clubes, e os do Bahia fizeram valer essa afirmação com a recepção, festa e apoio incríveis à equipe.

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O espetáculo começou na mobilização para proporcionar uma recepção fervorosa na chegada do ônibus do Bahia à Fonte Nova. Com muita preparação e muita paixão, os torcedores se organizarão e fizeram uma linda festa antes da bola rolar. A fumaça e a luminosidade dos sinalizadores se misturaram com um bocado de vozes aquecidas para cantar e empurrar o Tricolor. “Cinquenta e nove é nosso, oitenta e oito também, não somos a turma do lixo, que nunca ganhou de ninguém”, entoava a torcida enquanto cercava, aos pulos e completamente ensandecidos, o ônibus com os jogadores e comissão técnica. Dentro do estádio, a festa seguiu no mesmo ritmo, com os tricolores acreditando na vitória e empurrando o Bahia a todo instante. Em um determinado momento, antes da partida começar, as luzes da Fonte Nova se apagaram para a taça do Nordestão ficar em evidência no centro do gramado, mas quem roubou a cena foi a torcida do time da casa cantando em alto bom som e iluminando a arena por conta própria. Uma cena linda.

Claro que depois do apito final, o show dos tricolores continuou e se juntou à comemoração dos atletas e à grande festa com apresentação de Psirico. A torcida baiana ocupou até o fim as arquibancadas e outros setores da Fonte Nova, e acompanhou, com uma insanidade gigantesca, toda a empreitada do Tricolor para buscar o tricampeonato do Nordeste. Do início ao final, como sempre faz pelo Bahia.