O Arsenal está longe de viver seus melhores momentos sob o comando de Arsène Wenger. O desempenho irregular na Premier League, ocupando o quinto lugar, é explicado em partes pelos espólios sofridos pelos Gunners nas últimas janelas de transferências. Os londrinos investiram no desenvolvimento de Robin van Persie, Cesc Fàbregas, Samir Nasri e Alex Song, mas acabaram perdendo o quarteto.

Nesta quarta-feira, ao menos, a esperança de um futuro melhor foi assegurada com as renovações de cinco promessas do clube. Jack Wilshere, Alex Oxlade-Chamberlain, Aaron Ramsey, Kieran Gibbs e Carl Jenkinson, todos com 23 anos ou menos, prorrogaram seus vínculos com o clube.

Wenger engrandeceu o fato ao vislumbrar um time estruturado a partir dos garotos: “Nós estamos maravilhados por termos renovado com todos esses cinco jovens jogadores. O plano é montar um time ao redor de uma base forte de jovens jogadores, buscando desenvolver seus talentos no clube”.

“Wilshere certamente é o mais conhecido, o líder desse grupo. Porém, os outros quatro jogadores são excepcionais e nós estamos muito felizes que pudemos concluir os novos acordos ao mesmo tempo. Acredito fortemente na estabilidade e que, quando você tem um grupo de jogadores britânicos, é sempre mais fácil mantê-los unidos”, completou o técnico.

Destacado por Wenger, Wilshere é quem vive melhor momento na equipe principal. Depois de ficar 14 meses afastado do elenco por uma sequência de lesões, o meio-campista fez sete jogos na Premier League e tomou a posição entre os titulares por suas boas atuações.

Ramsey, por sua vez, é quem mais apareceu no time, alternando aparições no meio de campo e na ponta. Gibbs é o favorito na lateral esquerda, enquanto Carl Jenkinson cobriu a ausência de Bacary Sagna pela direita durante o início da temporada. Por fim, Alex Oxlade-Chamberlain tem aparecido menos no 11 inicial, usado principalmente no segundo tempo.

Em entrevista à revista FourFourTwo deste mês, Wenger havia reclamado das perdas recentes sofridas pelo Arsenal: “Meu lamento é que tínhamos um grande time dois ou três anos atrás, o qual podia competir em quatro competições diferentes. E, então, o time se desmanchou. Algumas vezes, depois de cinco ou seis anos de trabalho, isso é frustrante. É preciso começar tudo novamente. Os jogadores que perdemos nos últimos tempos estavam no começo de suas carreiras. Perder Van Persie, Fàbregas, Nasri e Song em somente dois anos é muito potencial”.

O quinteto atual não apresenta o mesmo talento que o quarteto perdido, mas dá boas alternativas de longo prazo para diferentes setores do time. Wenger apenas precisa ter consciência das lacunas do time e da falta de experiência que pesa em alguns momentos, buscando no mercado de janeiro as peças que o time precisa para ao menos assegurar uma vaga na próxima Liga dos Campeões – um goleiro, um centroavante e um volante de contenção viriam de bom grado.