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Por que o Japão é o favorito a conquistar a Copa da Ásia

A bola rola no principal torneio da Ásia já na madrugada da próxima sexta-feira. Todas as grandes seleções do continente estarão presentes, assim como as surpresas das últimas eliminatórias para a Copa do Mundo – com exceção do Líbano. É evidente que a Copa da Ásia 2015 será disputada em um momento de baixa das seleções asiáticas, resultado da péssima campanha no Brasil, sem nenhuma vitória e com os quatro representantes do continente (Japão, Coreia do Sul, Irã e Austrália) sendo lanternas de suas chaves ao fim da primeira fase. Destas, o Japão aparece com mais chances de levantar sua quinta taça na história da Copa da Ásia, em razão dos motivos a seguir.

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Base mantida. Comandados pelo italiano Alberto Zaccheroni na Copa do Mundo 2014, o treinador pediu demissão e se aposentou. Em seu lugar veio Javier Aguirre, que manteve a maioria dos jogadores que disputaram o Mundial. Os grandes nomes japoneses estarão presentes, como Shinji Kagawa, Keisuke Honda, Yuto Nagatomo, Yasuhito Endo, Makoto Hasebe, Takashi Inui e Shinji Okazaki. A boa novidade é Yoshinori Muto, do FC Tokyo, que tem apenas 22 anos e seis convocações.

Retrospecto. Nas últimas seis edições da Copa da Ásia (desde 1992), o Japão levantou a taça em quatro delas, sendo o atual campeão – são três títulos nas últimas quatro edições. É o país mais vitorioso do torneio, sabe que é temido pelos adversários e pode tirar proveito disso dentro de campo.

Adversários. Não é todo time que sabe lidar com a pressão de ser favorito ao título, não é mesmo? Mas a tarefa japonesa parece estar facilitada, pelo menos na teoria. O Japão deve ganhar as três partidas no Grupo D, diante de Palestina, Iraque e Jordânia, o que vai dar moral ao elenco. Os três adversários são fracos, foram muito mal nos amistosos de preparação e não devem oferecer resistência ao poderio japonês. Nas quartas de final, o Japão deve enfrentar Catar ou Emirados Árabes Unidos, já que se espera o Irã na liderança do Grupo C.

Crise sul-coreana. A Coreia do Sul está com problemas desde o fim das eliminatórias para o Mundial 2014. O novo técnico da equipe, o alemão Ulrich Stielike, vem tendo dificuldades nos amistosos, numa seleção que depende muito do jovem atacante Song Heung-min, do Bayer Leverkusen, que tem apenas 22 anos. O lateral Cha Du-ri, 34, não tem a mesma desenvoltura dos tempos de futebol alemão. Sem contar a pressão por levar uma taça que veio pela última vez em 1960, 55 anos atrás.

Crise saudita. A outrora gigante Arábia Saudita vem atravessando problemas difíceis de solucionar. A equipe vinha bem na Copa do Golfo 2014, até que perdeu para o Catar na final, o que causou a demissão do técnico espanhol Juan López Caro. O substituto será o romeno Cosmin Olaroiu, 45 anos, que só chegou em 15 de dezembro, menos de um mês para o início da Copa da Ásia. Parece pouco para os sauditas sonharem com o título.

Inexperiência australiana. O técnico local Ange Postecoglou foi obrigado a rejuvenescer o elenco da Austrália para a Copa do Mundo 2014 e o resultado foi ruim, apesar de os australianos terem feito bons jogos. Ainda restaram no time os veteranos Tim Cahill, 35 anos, e Mark Bresciano, 34, que comandarão em campo um elenco com vários jovens inexperientes. O desafio da Austrália é o seguinte: encarar a condição de anfitrião do torneio e ao mesmo tempo administrar a pressão que o time vai sentir nos jogos. Será que os jovens vão aguentar?

As surpresas?

Força persa. Num primeiro momento, o único adversário à altura dos japoneses é o Irã. O país persa vendeu caro as derrotas na Copa do Mundo 2014, também manteve a base, que é bastante experiente, principalmente com Javad Nekounam, Andanik Teymourian e Karim Ansarifard, e ainda conseguiu a renovação de contrato do técnico português Carlos Queiroz, que conhece bem o elenco – está desde 2011 na seleção. Os iranianos devem avançar na fase de grupos e até passar das quartas de final com alguma tranquilidade, mas a partir das semifinais a ideia é de confrontos diante de grandes adversários.

Candidatos a surpresa. O Catar vem fazendo um grande trabalho nas divisões de base, tendo sido campeão asiático sub-19, o que lhe garantiu vaga na Copa do Mundo sub-20 de 2015. Alguns jogadores fazem parte do time, bastante rejuvenescido e sem a grande estrela, o atacante uruguaio Sebastián Soria, por opção do treinador. O Uzbequistão também não pode ser esquecido, pois manteve a dupla Server Djeparov e Timur Kapadze e está num grupo com condições de avançar, podendo até ficar com a primeira vaga. É bom lembrar que o Uzbequistão alcançou a repescagem asiática nas eliminatórias do Brasil 2014, perdendo para a Jordânia nos pênaltis.

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