Ásia/Oceania

Pohang Steelers não deve reforçar Coreia no Mundial

Foi suado e digno de final de campeonato. O gol do quinto título nacional do Pohang Steelers, aos 50 minutos do segundo tempo, que permitiu a vitória e a ultrapassagem sobre o Ulsan Hyundai na tabela, mostra que a aposta do clube deu certo. Como já foi mostrado nesta coluna, o Pohang montou base totalmente caseira, sem nenhum atleta estrangeiro, enquanto os adversários tinham em seus elencos pelo menos um jogador de fora.

Sob o comando do competente técnico local Hwang Sun-Hong, 45 anos, que jogou cinco anos no clube (1993-98) e tem mais de cem partidas com a camisa da seleção (50 gols, entre 1988-02), a equipe brigou pelas primeiras posições desde o início da temporada. A liderança ao fim da primeira fase, um ponto à frente de Ulsan Hyundai e Jeonbuk Motors, mostrou que o Pohang Steelers era forte candidato ao caneco, que não vinha desde 2007.

Nos playoffs, o Ulsan Hyundai roubou o topo da tabela e permaneceu nele por nove das 14 rodadas, vindo a deixar a posição justamente no último jogo, quando atuava em casa e tinha a vantagem do empate. Título consumado, o que isso pode significar para o atual técnico da Coreia do Sul, Hong Myung-Bo?

Possibilidades

A pouco mais de seis meses da Copa do Mundo 2014, o treinador da seleção – começou a carreira no Pohang Steelers – poderá aproveitar pouco do elenco campeão nacional. O único que vem sendo convocado é o zagueiro Shin Kwang-Hoon, que disputou 33 das 38 partidas do Pohang na K League, com quase três mil minutos em campo. Mas, apesar dos 26 anos, tem apenas cinco convocações e só jogou uma vez nas eliminatórias, como titular.

O Pohang não tem um craque, como o atacante montenegrino Dejan Damjanovic, do Seoul, que foi o artilheiro da competição (19 gols) e faz parte do time do campeonato. A equipe nem de longe conta com um Molina, do mesmo time, que surpreendentemente nem foi mencionado nas premiações, mas deu 13 assistências (recorde), ao lado do brasileiro Leonardo Pereira (Jeonbuk), que figura nos 11 melhores do ano.

Dois jovens atletas do Pohang têm alguma chance de aparecer no grupo de 23 jogadores a desembarcar no Brasil, não como titulares. O meia Ko Mu-Yeol, 23 anos, eleito o melhor atleta jovem na K League 2013, está no time desde 2011, com mais de 60 partidas, e defende a seleção olímpica.

O problema é que ele não tem experiência internacional, pois não participou das Olimpíadas de Londres 2012. Ele até fez parte de uma seleção mista da Coreia do Sul, que foi muito mal na Copa do Leste Asiático 2013, somando apenas dois pontos em três jogos, contra Japão, China e Austrália. Yeol foi reserva e entrou em duas partidas, total de apenas 28 minutos.

Outra dificuldade é a concorrência no meio-campo sul-coreano. Ki Sung-Yueng, do Sunderland, Lee Chung-Yong, do Bolton, e o camisa 10, Kim Bo-Kyung, do Cardiff City, são titulares absolutos. Park Jong Woo, do Busan I Park, titular na derrota de 2 a 1 para a Rússia, corre por fora. Outros atletas mais jovens foram observados por Hong Myung-Bo nos amistosos diante de russos e suíços, e largam na frente de Ko Mu-Yeol.

Também há esperança para o meia Lee Myung-Joo, 23, que levou o prêmio de melhor atleta jovem de 2012 e tem seis convocações para a seleção, não sendo chamado desde 15 de outubro de 2013. Parece preterido pelo treinador da seleção, o que de certa maneira não deixa de ser frustrante para o campeão sul-coreano.

 Curtas

– O Ulsan Hyundai deve ter sofrido com a perda do título nos segundos finais, mas as premiações da K League 2013 podem servir de consolo. O vice-campeão teve quatro atletas na seleção do campeonato, dentre eles o craque da temporada, o atacante Kim Shin-Wook, vice-artilheiro, com 19 gols. O Seoul ficou com três, mesmo número do Pohang, enquanto o Jeonbuk teve um jogador.

– Dos três estrangeiros do time do ano, dois são brasileiros: o lateral-direito Adílson e o meia-atacante Leonardo, revelado na Desportiva Ferroviária. Pode parecer piada, mas Adílson, de 36 anos, não é o mais velho da K League 2013. A honra cabe ao goleiro Kim Byung-Ji, do Chunnan Dragons, de 43 anos. E ele não deve parar tão cedo, já que jogou 36 partidas na temporada e ajudou a equipe a ficar na elite.

– Na presença de público, a K League teve total de 2,035 milhões de espectadores, média de 7.652. Quem atraiu mais torcedores foi o Suwon Bluewings (336 mil), seguido por Seoul (315 mil) e Jeonbuk (193 mil). O Pohang foi apenas o quarto, com 184 mil. O maior crescimento de público de um ano para o outro foi do Gyeongnam (+155%), para 113 mil, ao passo que a maior queda se observou no Chunnan Dragons (-24,9%), para 43 mil, o pior da K League. O melhor público do campeonato foi entre Seoul e Suwon (43.681), ao passo que o pior ocorreu entre Seongnam e Chunnan Dragons (749).

– O Seoul tem o elenco mais bem avaliado da Coreia do Sul, com € 19,3 milhões. O Pohang é apenas o quinto colocado no quesito, com € 15,4 milhões. O atleta mais caro do elenco campeão é o meia-atacante Jin-Sung Hwang, 29 anos (€ 1,3 milhão).

A League

– Na Austrália, o Brisbane Roar manteve a ponta, agora com 18 pontos, três a mais que Western Sydney e Sydney FC. Adam Taggart, do Newcastle Jets, continua como artilheiro, com seis gols, um a mais que James Troisi, do Melbourne Victory.

Iran Pro League

– A disputa pela liderança no Irã está animada. Tractor Sazi e Naft Tehran dividem o topo da tabela, com 29 pontos. Esteghlal e Foolad aparecem logo atrás, com 28, e ainda tem o Persepolis, com 27 pontos. O Sepahan vem em sexto, com 25.

J League

– A liga japonesa terá a última rodada no próximo sábado (7/12) e o título está entre Yokohama Marinos (62 pontos), Sanfreece Hiroshima (  60) e Kashima Antlers (59). Kashima e Sanfreece se enfrentam, enquanto o Yokohama encara o Kawasaki Frontale (quinto), que briga por vaga na Liga dos Campeões, fora de casa.

Saudi Pro League

– Na Arábia Saudita, o Al Nassr lidera a competição, com 27 pontos, quatro de vantagem para o Al Hilal. Em sétimo vem o Al Ittihad, do folclórico Jóbson, que já participou de oito jogos, sete como titular, mas apenas duas vezes atuando os 90 minutos. Ele já marcou quatro gols e ficou em campo por 558 minutos. Redenção?

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