Ásia/Oceania

Felipão estancou a sangria da sua carreira com o título da Champions League asiática

Não foi nada fácil, mas o Guangzhou Evergrande superou o Al Ahli, dos Emirados Árabes, na final da Liga dos Campeões da Ásia 2015por 1 a 0, em casa (no jogo de ida não houve gols), e levantou sua segunda taça do torneio continental. Foi com um golaço de Elkeson, revelado no Vitória e que jogou no Botafogo. Ele, inclusive, deve estar comemorando muito o gol do título, pois não fez uma temporada tão regular, graças a três lesões na parte posterior da perna direita. Quem deve ter celebrado mais ainda foi Luiz Felipe Scolari.

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Humilhado por ter sido o treinador do famoso 7 a 1 e com um trabalho ruim no Grêmio logo depois, o treinador brasileiro sabia que precisava de vitórias e títulos para dar início à retomada da carreira. Viu no Guangzhou Evergrande a oportunidade de iniciar seu renascimento, aproveitando os vultosos bolsos das empresas que administram o pentacampeão chinês para contratar reforços de peso em se tratando de futebol asiático. Assim, desembarcaram em solo chinês Paulinho e Robinho, que se juntaram a Elkeson e Ricardo Goulart para formar o time mais caro da Ásia.

Evidentemente, a envergadura do Guangzhou Evergrande resultou em maior cobrança em cima de Felipão e dos jogadores com relação ao troféu da Liga dos Campeões da Ásia 2015, até para justificar o alto investimento. Ou seja, mesmo sem contar com Robinho, que não pôde ser inscrito em razão do limite de três estrangeiros (mais um atleta asiático), Felipão tinha a obrigação de levantar a taça. É de se levar em conta também que o futebol deste continente está longe de ser de alto nível como o da Europa.

Por tudo isso, ainda não se pode afirmar que Felipão renasceu completamente, retomou as rédeas da carreira, mas pelo menos encerrou o período de decadência, não está mais indo em direção ao fundo do poço. Pode-se dizer também que a época das obrigações acabou para o treinador do Guangzhou Evergrande, que tentará, aí sim, fazer algo de impressionante no Mundial de Clubes da FIFA.

O primeiro confronto do Guanzghou Evergrande já está marcado: os chineses estarão dentro do estádio Nagai, em Osaka (Japão), para encarar o América (México) no próximo dia 13 de dezembro de 2015. O adversário é difícil para os padrões chineses, mas não é impossível uma vitória do Guangzhou Evergrande, que poderá ter Robinho em campo.

Se passar do América, Felipão vai encarar justamente o poderoso Barcelona, mas já terá cumprido seu papel na competição. Uma boa campanha no Mundial de Clubes poderá, sim, recolocar Luiz Felipe Scolari no mercado, devolvendo um pouco da aura conquistada nos bons tempos de seleção pentacampeã mundial.

Será que Felipão consegue tal feito?

Curtas

– O Guangzhou Evergrande pode ter boa vantagem diante do América no quesito preparo físico. Enquanto os chineses não têm mais partidas até a estreia nas quartas de final do Mundial de Clubes, os mexicanos estão nas quartas do Apertura da liga nacional. Com a vitória de 4 a 1 sobre o León em casa na ida, o América tem boa vantagem sobre o adversário e deve atingir as semifinais. O problema é que os jogos da próxima etapa serão em 2/3 de dezembro (ida) e 5/6 de dezembro (volta). Caso o América chegue à final do Apertura, os dois jogos serão realocados para depois do Mundial de Clubes, o que deixará a equipe com uma semana de distância entre as duas competições.

– Só falta um time a ser conhecido no Mundial de Clubes da FIFA 2015: o anfitrião. O Campeonato Japonês está na fase final e três equipes podem ficar com o título e a vaga no torneio da FIFA. O Sanfrecce Hiroshima está pré-classificado à decisão e vai encarar em 5 de dezembro o vencedor de Urawa Red Diamonds e Gamba Osaka. Os três clubes já jogaram o Mundial de Clubes.

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