Em meados dos anos 1990, reservar uma noite qualquer para assistir a Grêmio x Palmeiras era realmente um evento especial. Os dois clubes marcaram o alto nível do futebol brasileiro durante aquele período. Os tricolores, com seu estilo aguerrido e copeiro. Os alviverdes, com um timaço que encerrou jejuns e devastou o país. Porém, só um poderia sobreviver ao embate pelas quartas de final da Copa Libertadores de 1995. Aquelas, definitivamente, não seriam noites quaisquer. As memórias de ambas as torcidas guardam com vivacidade o confronto repleto de craques, gols e faíscas. O Grêmio 5×0 e o Palmeiras 5×1 possuem ares lendários, mesmo aos derrotados. Compõem o cenário que se reaviva outra vez nas quartas de final de uma Copa Libertadores, 24 anos depois.

Não seria exagero dizer que Grêmio e Palmeiras compuseram uma das maiores rivalidades nacionais durante a década de 1990. Os duelos de peso eram frequentes e, mais do que isso, contrapunham filosofias de jogo distintas. Por mais que sobrassem craques de ambos os lados, o Grêmio de Luiz Felipe Scolari não abdicava de seu jogo defensivo e de muita força no jogo aéreo, ao passo que o Palmeiras lapidado inicialmente por Vanderlei Luxemburgo prezava pelas trocas de passes em alta velocidade e pelas muitas individualidades que o serviam. Cada qual à sua maneira, experimentaram glórias inesquecíveis, que também se cruzaram.

Os encontros nos mata-matas passaram a se tornar mais frequentes a partir de 1993, quando o Grêmio superou o Palmeiras nas quartas de final da Copa do Brasil, graças a uma vitória nos pênaltis. Mas nada se compararia à ebulição vivida ao longo de 1995. Começaram na própria Libertadores, durante a fase de grupos, em tempos nos quais os dois representantes do país figuravam na mesma chave. O Palmeiras se deu melhor, graças a uma grande vitória por 3 a 2 no Parque Antárctica, mas os dois times avançaram aos mata-matas. E os repetidos duelos serviram para acirrar os ânimos entre os jogadores.

Em abril de 1995, após aquelas duas primeiras pelejas na Libertadores, as equipes se cruzaram nas oitavas de final da Copa do Brasil. Campeão do torneio no ano anterior, o Grêmio conseguiu se impor em duas partidas parelhas. Dentro do Olímpico, prevaleceu o equilíbrio em uma partida de poucas emoções, na qual os tricolores reclamaram dos pênaltis ignorados pela arbitragem. Nada que alterasse o empate por 1 a 1. Seria uma noite bastante distinta àquela vivida em São Paulo, que influenciaria bastante o clima do que ocorreu novamente na Libertadores.

Marcando forte, o Grêmio abriu dois gols de vantagem ainda no primeiro tempo, com Goiano e Paulo Nunes. A situação desfavorável fazia o Palmeiras precisar de três tentos e os paulistas passaram a jogar de maneira mais intensa – não só na bola, mas também nas divididas. Como resultado, Mancuso foi expulso aos 34, antes que o jogo descambasse à violência. Dois minutos depois, Antônio Carlos pegou Arílson, Dinho partiu para cima do adversário e a confusão tomou o gramado. Embora Válber tivesse distribuído pancadas, só Dinho foi expulso. Foram oito minutos de paralisação, até que a bola voltasse a rolar. Logo na sequência, Arílson e Goiano também receberiam o vermelho e iriam para o chuveiro antes do intervalo. Com dois jogadores a mais, os alviverdes partiram à pressão na etapa complementar. Arrancaram o empate com Rivaldo, aos 31, e acuaram os tricolores nos instantes finais. O herói seria Danrlei, autor de defesas essenciais que valeram a classificação, com o 2 a 2 na conta e a passagem pelos gols fora.

O Palmeiras atravessaria mudanças a partir de então. Após a saída de Vanderlei Luxemburgo para o Flamengo em 1994, o ex-gremista Valdir Espinosa dirigiu os alviverdes no primeiro semestre de 1995. O comandante permaneceu à frente do clube apenas até maio, sem resultados satisfatórios que o segurassem no cargo, mesmo depois de eliminar o Bolívar nas oitavas de final da Libertadores. Acabaria substituído por Carlos Alberto Silva, outro medalhão de currículo extenso, que tentaria manter o futebol eficiente exibido pelos palmeirenses nos tempos de Luxemburgo.

O duelo entre Grêmio x Palmeiras nas quartas de final da Libertadores, aliás, foi definido ainda no começo de maio, após os tricolores também eliminarem o Olimpia. Contudo, as expectativas sobre o jogaço entre os brasileiros se arrastariam por mais de dois meses, graças à pausa provocada pela realização da Copa América de 1995. A ida tinha sido marcada para 26 de julho e a volta ocorreria em 2 de agosto. Enquanto os palmeirenses puderam consolidar o início de trabalho de Carlos Alberto Silva, os dois times também trouxeram os seus reforços. Rivarola encorpou a zaga gremista e os alviverdes ganharam dois tetracampeões do mundo, Müller e Cafu. Em contrapartida, Edmundo assinara com o Flamengo, se despedindo do Parque Antárctica durante o hiato.

Expulsões, show de Jardel e os 5×0 do Grêmio

A partida de ida aconteceu em Porto Alegre, no Estádio Olímpico, diante de 16 mil pagantes – um público baixo, mas que não surpreendia dentro das médias modestas durante aquele período. Pretendendo usar a arrecadação para pagar parte da transferência de Jardel, o Grêmio chegou a realizar o sorteio de prêmios, inclusive de um carro, o que não alavancou o número de torcedores. Mas não foi exatamente isso que quebrou as expectativas de uma partida memorável.

Durante a véspera, a Folha de S. Paulo fazia uma avaliação dos times. Garantia que o Grêmio chegava referendado por sua forte marcação, principalmente com os volantes Dinho e Goiano, embora os atacantes Paulo Nunes e Jardel fossem “pouco criativos e técnicos”. O Palmeiras, por sua vez, possuía uma “boa mescla de velocidade e habilidade”. Restava saber a maneira como os alviverdes lidariam com o cansaço, diante da maratona simultânea que incluía a disputa das fases finais do Paulistão – enquanto Felipão se poupava bem mais no Gaúcho. Além do mais, o embate entre Arce e Roberto Carlos na lateral era descrito como “o duelo do jogo”.

Cafu, que chegara ao Palmeiras na semana anterior e só realizara dois treinos com o elenco, já assumia o posto de titular – e sofria a ameaça de que o Grêmio poderia tentar impugnar sua participação, depois da manobra de emprestá-lo ao Juventude para viabilizar a contratação proibida por cláusula. O time também contava com o retorno de Roberto Carlos, que estava na Copa América, e comporia uma dupla pelo lado esquerdo com Müller, em sua estreia na Copa Libertadores de 1995. Já o desfalque mais sentido era de Velloso, com um corte na mão, que dava lugar a Sérgio no gol. No mais, os alviverdes contavam com uma equipe respeitabilíssima. Carlos Alberto Silva escalou ainda Antônio Carlos e Cléber na zaga, além de Mancuso, Amaral, Flávio Conceição e Válber no meio. Rivaldo era a estrela no comando do ataque.

O Grêmio perdera por lesão o zagueiro Luciano, capitão durante o início da campanha na Libertadores. Acabou suplantado por Rivarola, recém-contratado, que formaria a dupla com Adílson, agora dono da braçadeira. De resto, Felipão tinha o seu time completo. Danrlei, Arce e Roger completavam o sistema defensivo, resguardado por Dinho e Goiano na cabeça de área. Carlos Miguel e Arílson eram os responsáveis pela ligação, enquanto Paulo Nunes e Jardel infernizavam na frente. Grupo forte o suficiente para bater de frente com o Palmeiras e que também se valeria das circunstâncias do jogo.

Antes de ser uma goleada, no entanto, o Grêmio 5×0 Palmeiras do Olímpico foi uma pancadaria. Os alviverdes pareciam engasgados pelo que acontecera em São Paulo, durante a Copa do Brasil. Preferiram revidar e terminaram se complicando bastante, desta vez com os cartões vermelhos diminuindo suas forças. Desde os primeiros minutos, a partida já contou com um festival de entradas duras e travas altas. Bastaram 17 minutos para que Rivaldo fosse expulso. Levou o primeiro cartão amarelo com dez e, depois de um carrinho forte de Rivarola, revidou com um pisão, que rendeu o segundo amarelo de imediato.

Melhor na partida, o Grêmio atacava e se aproximava do gol. Isso parecia contribuir ao nervosismo do Palmeiras, muito aquém de seu potencial. E a briga da Copa do Brasil se reavivou de vez aos 26 minutos. Dinho agrediu Válber fora do lance e o palmeirense revidou com um soco no nariz do volante gremista. Ambos terminaram expulsos e outra confusão generalizada tomou o gramado. Ambos não se acalmaram nem mesmo na saída aos vestiários e continuaram se pegando. Dinho deu um chute em Válber, que também foi agredido por Danrlei. Apesar disso, o goleiro passou impune e seguiu em campo.

Depois de 14 minutos de paralisação, a partida foi retomada. Então, o Grêmio maltratou o Palmeiras na bola. Antes do intervalo, os tricolores anotaram dois gols. Arce aproveitou um rebote para chutar no canto e abrir o placar, enquanto Arílson arrematou desviado para ampliar. Já parecia uma situação confortável ao tricolor. Tentando salvar a lavoura, Carlos Alberto Silva trocou Amaral por Alex Alves, dando mais velocidade aos contra-ataques. A substituição deixou o Palmeiras mais aberto e garantiu o show de Jardel durante o segundo tempo.

Aquela foi, possivelmente, a melhor atuação de Jardel com a camisa do Grêmio. Logo aos três minutos, o centroavante aproveitou um cruzamento de Roger para bater rasteiro e ampliar a diferença. Terminaria brindando a torcida gremista com mais dois gols em sua grande especialidade, as cabeçadas, aos 20 e aos 36 minutos. Era uma exibição de gala ao time de Luiz Felipe Scolari, que mesmo com seu estilo de jogo firme e direto conseguiu aplicar uma goleada inimaginável. Méritos do treinador, que optou por segurar Goiano e liberar seus laterais após a expulsão de Rivaldo. Seria esta a chave da vitória.

Como era de se esperar, aquela partida não terminou nos 90 minutos. As confusões em campo geraram também uma briga nas arquibancadas, que precisou da intervenção da brigada militar. Torcedores do Grêmio usavam uma camisa com a inscrição “o leite vai azedar”, distribuída pelo próprio clube, que provocava em referência à Parmalat. Já os jogadores palmeirenses acusavam o árbitro Cláudio Cerdeira de ter favorecido o time da casa. Ele mesmo havia apitado o 1×1 da Copa do Brasil, meses antes, e admitira que errou ao não conceder um pênalti aos tricolores no Olímpico. Naquela ocasião, os dirigentes gremistas também o acusaram de participar de um esquema em prol da Parmalat.

Dinho e Válber, por outro lado, acabaram a noite na delegacia. Ambos foram autuados por “desordem em local público e vias de fato”. Não enfrentaram grandes complicações, embora estivessem suspensos para o jogo de volta, no Parque Antárctica. E o comitê disciplinar da Conmebol também decidiu punir Danrlei. Mesmo sem receber o vermelho dentro de campo, o goleiro terminou suspenso pela revisão das imagens no tribunal, que mostravam sua agressão a Válber. Carlos Cerdeira declarou depois que seu único erro na condução da partida foi justamente não ter expulsado o goleiro gremista. Ainda assim, aconteceram outras pancadas ignoradas, como uma cotovelada de Mancuso em Carlos Miguel.

O milagre do Palmeiras ficou a um triz no 5×1 do Parque Antárctica

O Palmeiras tinha outras preocupações além do jogo de volta contra o Grêmio na Libertadores. Entre uma partida e outra, os alviverdes viajaram a Ribeirão Preto, onde enfrentaram o Corinthians no primeiro jogo da final do Paulistão. Prevaleceu o empate por 1 a 1. Já o Tricolor encarou o Juventude no jogo de volta da semifinal do Gaúcho e, mesmo com uma equipe praticamente reserva, goleou os oponentes por 4 a 0. O objetivo dos gremistas naquele momento era fazer valer a vantagem no Parque Antárctica e também se proteger de possíveis confusões – com um pedido expresso do presidente Fábio Koff para que a segurança fosse reforçada no estádio, assim como a intervenção do governo do Rio Grande do Sul.

O Grêmio veio com duas mudanças para o jogo em São Paulo. O goleiro reserva Murilo substituiu o suspenso Danrlei. Além disso, o novato Scheidt entrou no miolo de zaga, para que Adílson fosse adiantado ao lugar de Dinho no meio-campo. De resto, Felipão preservava a sua equipe. Carlos Alberto Silva ainda esperava o retorno de Velloso, mas o goleiro titular não se recuperou e Sérgio seguiu na meta. Índio entrou na lateral direita e Wágner Alves na esquerda. Cafu passou ao meio-campo, enquanto Roberto Carlos lesionou a coxa e foi poupado. Além disso, Paulo Isidoro e Alex Alves eram novidades mais à frente, em busca de vigor ofensivo. Os palmeirenses precisavam se virar com as armas que tinham em mãos, sentindo a ausência principalmente de Rivaldo.

Assim como ocorrera no Olímpico, o público no Parque Antárctica foi relativamente baixo. E os palmeirenses obviamente mantinham o ceticismo diante da situação. A diretoria do Palmeiras até tentou atrair mais gente e fez uma promoção pouco usual, garantindo que cada ingresso vendido garantiria um de brinde. Ao final, pouco mais de 7,6 mil pagantes foram às bilheterias, em público total que se aproximou dos 13 mil presentes. Eram eles os bastiões da fé alviverde. Houve espaço até à mandinga, com o goleiro Murilo se deparando com um dragão verde de brinquedo em cima da linha do gol.

Até por aquilo que ocorreu em Porto Alegre, os próprios jogadores cobraram uma arbitragem mais rigorosa com a violência. O capitão Adílson pedia atitude ao árbitro Antônio Pereira da Silva, enquanto Antônio Carlos afirmava que os palestrinos teriam muito mais a perder se apelassem ao antijogo. Já nas arquibancadas, também existia certo temor de problemas, após a final do Paulistão culminar em confusão no Estádio Santa Cruz. Desta vez, felizmente, o clima quente ficaria restrito às quatro linhas e não culminaria em pancadaria.

Como era previsto, o Palmeiras partiu para cima desde os primeiros minutos. E os sonhos de uma virada pareceram ruir logo aos oito, graças à força do Grêmio nas bolas paradas. Arce cobrou falta na linha de fundo, a bola passou por todo mundo na pequena área e Jardel, sempre ele, anotou o seu quarto gol no confronto. Não foi o banho de água fria com o tento gremista, porém, que levou os palestrinos a desistirem. A equipe de Carlos Alberto Silva jogava de maneira mais acelerada que de costume. O clube chegou a colocar gandulas extras à beira do campo, para agilizar a saída de jogo e tentar pegar o Grêmio desprevenido. Assim, encontrou seu caminho.

A reação do Palmeiras começou aos 29 minutos, com um gol de Cafu. O lateral estava impedido quando recebeu a bola de Alex Alves, mas a arbitragem ignorou. Após bate-rebate, tocou na saída do goleiro Murilo – que, sem substituto durante aquela noite, precisou atuar com a mão contundida, ainda em recuperação de uma fratura no dedo. O gol fez com que os alviverdes crescessem na partida e virassem aos 39. Mais uma jogada de Alex Alves, desta vez para Amaral aparecer na área e anotar um raríssimo gol, o que já parecia o prenúncio de algo especial. O volante fintou a marcação e mandou para as redes. Terminaria apontado pela Folha de S. Paulo como o melhor jogador palestrino em campo durante aquela ocasião.

O Palmeiras virou o placar, mas ainda precisava de quatro gols no segundo tempo. Antônio Carlos e Mancuso, apesar das palavras, voltaram a jogar duro contra os gremistas e a distribuir pancadas. Mas a verdade é que os palmeirenses também jogaram muito mais bola desta vez, especialmente pela velocidade que exibiam em seu ataque. Aos poucos, a diferença no placar começou a se encurtar. Paulo Isidoro anotou o terceiro gol aos 13, a partir de mais uma jogada de Alex Alves. Já aos 24, veio um pênalti contestável de Goiano em cima de Antônio Carlos, que Mancuso converteu. Restando pouco mais de 20 minutos, anotar dois gols não parecia tão complicado assim aos alviverdes, com um futebol avassalador.

Magrão e Maurílio deixaram o Palmeiras mais ofensivo durante a sequência do segundo tempo, enquanto Felipão fechava a casinha e tentava se proteger. A situação ficou por um fio aos 40, quando Cafu anotou o quinto gol alviverde. Aproveitou a troca de passes pelo alto e chutou por entre as pernas de Murilo. Naquele momento, o Grêmio ainda se classificava, mas o sexto tento palmeirense provocaria uma hecatombe – e os pênaltis, contra um oponente bem mais motivado, que parecia ter muito mais gás para avançar.

Os palestrinos não deixaram de tentar e Murilo, no sacrifício, conseguiu evitar o pior. Já a melhor chance aconteceu nos acréscimos, em chute de Mancuso que passou por cima do travessão. O apito final seria o fim de uma epopeia. Aliviados, os gremistas podiam se sentir satisfeitos, mesmo com a derrota por 5×1. Uma sensação contrastante que o Palmeiras também compartilhava, pela maneira como ressuscitou em um confronto que parecia totalmente morto. Não à toa, mesmo com a desclassificação, a torcida fazia uma festa impressionante nas arquibancadas e comemorava o resultado.

“Embora o resultado tenha sido bom para nós, propiciamos ao Palmeiras todas as condições para fazer os gols. Acho que foi a maior goleada que sofremos nos últimos dois ou três anos. É claro que fiquei com medo, porque o Palmeiras ainda tinha cinco minutos pela frente quando marcou o quinto gol. O Palmeiras teve força muito superior ao Grêmio em todos os sentidos”, avaliou Felipão, após a partida. O Emelec se colocava no caminho dos gremistas rumo às semifinais. Antes disso, conquistaram o Gaúcho em cima do Internacional, com o jogo de ida ocorrendo quatro dias após a goleada sofrida no Parque Antárctica.

Do outro lado, Carlos Alberto Silva elogiava a maneira como o Palmeiras se portou: “Mostramos àqueles que não acreditavam na gente que podemos superar obstáculos. Eu me emocionei muito com a nossa garra, acho que demos um litro de sangue nesse jogo. A torcida gritou o tempo todo, mesmo quando estávamos perdendo, e ganhamos muita força com ela”. Os palestrinos esperavam que a motivação também contribuísse no reencontro com o Corinthians na decisão do Paulistão. Não rolou, com a derrota por 2 a 1 em novo Dérbi realizado em Ribeirão Preto.

Ficou a história. Com as goleadas, o Grêmio experimentou seu maior épico na conquista da Libertadores de 1995, ao mesmo tempo em que o Palmeiras ainda tem motivos para se orgulhar pela forma como não desistiu. Há muitos “e se…” no meio daquele confronto, entre expulsões, confusões e ausências. Pois é justamente isso que enriquece mais o capítulo inesquecível a tricolores e alviverdes. Felipão foi campeão com o Grêmio e, quatro anos depois, se tornou um pioneiro do Palmeiras ao conquistar a América. Já nesta terça, é o elo mais forte com as lembranças obrigatórias na Libertadores.