O Brasil havia passado sem brilhar pela fase de grupos da Copa do Mundo de 2014. Não chegou a correr o risco de ser eliminado por causa dos resultados, mas o desempenho não passou nenhuma confiança. Nas oitavas de final, viria um respiro: o Chile, grande freguês da seleção brasileira. Mas desta vez a história foi diferente. Os chilenos estavam fortes, treinados por Jorge Sampaoli. E a partida foi um sufoco sem precedentes para a Seleção. 

Pior que as coisas começaram bem. David Luiz abriu o placar, aos 18 minutos do primeiro tempo. O Brasil já não estava jogando bem. O Chile empatou com Alexis Sánchez. E dominou o resto do jogo, sempre mais ameaçador do que os anfitriões. Felipão fez alterações que mudaram muito pouco, como Jô no lugar de Fred. A partida foi para a prorrogação e, no último minuto, a bendita trave do Mineirão parou o chute de Pinilla que eliminaria o Brasil.

Na disputa de pênaltis, quem brilhou foi Júlio César. Ele já havia evitado a virada, em chute de Aránguiz. Defendeu duas cobranças a partir do cal e colocou o time nas quartas. O Brasil escapara de um vexame sem precedentes, de ser eliminado por um vizinho que costumava derrotar com facilidade, nas oitavas de final da Copa que sediou, jogando muito mal. Apenas para ser direcionado para outro, nas semifinais. 

2014: Brasil 1 (3) x (2) 1 Chile

Oitavas de final da Copa do Mundo
Estádio Mineirão, em Belo Horizonte (Brasil)
Gols: David Luiz (BRA); Alexis Sánchez (CHI)

1982: Polônia 3 x 0 Bélgica

Grupo das quartas de final
Estádio Camp Nou, em Barcelona (Espanha)
Gols: Zbigniew Boniek (POL)

1994: Rússia 6 x 1 Camarões

Terceira rodada da fase de grupos
Estádio Stanford, em Stanford (EUA)
Gols: Oleg Salenko, cinco vezes, e Dmitri Radchenko (RUS); Roger Milla (CAM)