O Arsenal devolveu à Uefa 2,3 mil ingressos que não foram vendidos da final da Liga Europa, que será em Baku, no dia 29. Na quinta-feira, um relato afirmava que Chelsea e Arsenal, juntos, podem devolver até 6 mil ingressos – cada time, separadamente, tem direito a uma carga de 6 mil ingressos.

Londres e Baku são separados por 8,8 mil quilômetros. A distância é grande até para o padrão brasileiro. Seria algo como ir até de São Paulo até a Cidade do Panamá, mais ou menos. É uma distância realmente longa – é literalmente para lá de Bagdá, porque a capital do Azerbaijão fica mais a leste que a capital iraquiana em relação a Londres.

Houve muita crítica em relação a escolha de Baku como sede da final da Liga Europa – algo que é feito por antecipação de quase dois anos, é bom ressaltar. Chelsea e Arsenal, dois times de Londres, estão com dificuldades de venderem seus ingressos aos torcedores, porque o custo para ir até o Azerbaijão é alto. O custo de uma passagem aérea de Londres a Baku é de cerca de 750 libras (algo em torno de R$ 3,8 mil). Não por acaso, poucos torcedores se aventuram a ir.

O Arsenal escreveu uma carta para a Uefa mostrando seu descontentamento com a final da Liga Europa ser realizada em Baku. A própria Uefa respondeu a carta com explicações, que acabaram se tornando uma lista de por que é problemático ter uma final em jogo único com sede pré-definida.

Além de todos os problemas logísticos, havia um pior: a questão de Henry Mkhitaryan, armeno, uma nacionalidade que tem conflito com o Azerbaijão. E foi além disso: a Anistia Internacional também se manifestou contra o Azerbaijão, um país que, segundo a entidade, tem sérios problemas de violações de direitos humanos.

O estádio Olímpico de Baku tem capacidade para 69.870 pessoas e receberá a final da Liga Europa nesta quarta-feira, dia 29, às 16h (horário de Brasília).