No último mês de outubro, lançamos aqui na Trivela o nosso novo projeto de financiamento coletivo, na plataforma Padrim. A ideia é trazermos recursos para, primeiro de tudo, nos mantermos em pé. Mas também queremos fazer mais. Mais matérias especiais, mais vídeos, mais podcasts. Assim, para apresentar um pouco de nossa história e resgatar o tipo de conteúdo que pretendemos privilegiar no site, iremos republicar semanalmente reportagens e outros artigos fundamentais na trajetória da Trivela – seja no site ou na nossa antiga revista.

Os textos escolhidos para esta quinta foram publicados originalmente no site, em maio de 2014. A série de reportagens especiais discute o contexto do racismo no futebol em cinco países diferentes – Inglaterra, Espanha, Itália, Rússia e Estados Unidos. Há algumas informações que, obviamente, perderam atualidade. Ainda assim, os artigos trazem uma visão ampla sobre a questão, algo importante em uma semana na qual, mais uma vez, o preconceito volta à tona no futebol europeu. Leia e apoie o nosso Padrim:

Racismo no futebol: cinco países, e cinco exemplos do que fazer e não fazer

Por Bruno Bonsanti

Não há uma receita pronta para acabar para sempre com o racismo no futebol. Comer uma banana ou entrar em campo com faixas da Fifa com a frase “say no to racism” (“diga não ao racismo”) tem algum nível de efeito, mas são apenas a abordagem inicial ao tema. É preciso atacar a raiz desse preconceito, e aí a coisa fica complexa. Cada país tem sua história social e sua relação entre clubes e torcedores. Consequentemente, os preconceitos têm origens diferentes e a forma de combatê-los também terão de ser específicas.

Para ajudar um pouco nesse debate, o racismo será nosso tema da semana. Cada dia, vamos mostrar a natureza do racismo no futebol de um país diferente, o que foi feito até agora e as perspectivas para o futuro.

Segunda: Inglaterra, e como o nazismo sumiu dos estádios

Os hooligans das décadas de 1960, 70 e 80 eram mais conhecidos internacionalmente pela violência, mas as firms acabaram se envolvendo com ideologias nazistas. Como os ingleses combateram esse fenômeno?

Terça: Espanha, e como a falta de punição incentiva os racistas

Um dos casos mais preocupantes entre as grandes ligas da Europa, sobretudo pela relação entre aumento de casos com falta de punições convincentes por parte das autoridades.

Quarta: Itália, o país em que preconceito racial se mistura com o regional

Entre os grandes centros do futebol europeu, nenhum sofre uma influência tão forte das torcidas organizadas quanto a Itália. E, na Serie A, a atuação de quase todos os ultras está ligada a uma ideologia política, muitas vezes levando a atritos regionais e raciais.

Quinta: Rússia, a bomba que pode explodir em 2018

A Uefa já teve de rebolar para lidar com o racismo de torcidas ucranianas e polonesas durante a Eurocopa de 2012. Mas imagina o tamanho do abacaxi que a Fifa terá de descascar em 2018, quando uma Copa do Mundo levará um contingente ainda maior de negros, latinos e asiáticos para os estádios da Rússia.

Sexta: Estados Unidos, e como o racismo da sociedade não vai aos campos

Há racismo nos Estados Unidos, e não faltam relatos e exemplos. Mas, curiosamente, o esporte norte-americano tem poucos casos registrados de manifestações de torcedores nas últimas décadas. Por que isso acontece?