A rodada decisiva da fase de grupos da Copa do Nordeste teve como principal atrativo o Clássico Rei. O Fortaleza já estava classificado e o Ceará estava com nove dedos do pé nas quartas de final, mas o jogo valia a liderança do Grupo D. Ainda assim, o que aconteceu em campo foi mero detalhe. O que realmente mereceu destaque foi o show no Castelão. O duelo cearense contou com 37,5 mil pagantes, um excelente público – bem mais do que os 26 mil que foram ao Morumbi ver o São Paulo pela Libertadores, por exemplo. E o mais importante: em um clássico de verdade nas arquibancadas, com o estádio dividido entre alvinegros e tricolores.

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Ver um jogo com público dividido se tornou raro em vários cantos do país, ainda mais um clássico. Afinal, há várias questões envolvidas. A preocupação sobre a violência das torcidas costuma ser o principal ponto levantado. Além disso, também existem interesses comerciais e clubísticos que costumam imperar. Mesmo assim, a dupla cearense mostrou como é possível privilegiar o interesse do torcedor. Neste jogo, inclusive, o Ministério Público aplicou uma política de tolerância zero com as torcidas organizadas, proibindo camisas, bandeiras e até mesmo cânticos em referência aos uniformizados.

Nada que impedisse a presença das organizadas ou atrapalhasse a festa. Deu um lado, faixas, balões e fumaça alvinegra. Do outro, mosaico e bandeirão tricolores. Empate no espetáculo do lado de fora, mas não dentro de campo. Com gols de Charles e Wescley, o Ceará venceu o clássico por 2 a 1, garantindo a liderança do grupo e o troco pela derrota para os rivais há duas semanas. Se o reencontro acontecer nos mata-matas do Nordestão, já dá para esperar outra noite inesquecível no Castelão.

Abaixo, o vídeo do Esporte Interativo, transmissor oficial do torneio: