A surgiu logo depois da classificação da Argentina à do Mundo de 2018. Presidente da AFA, Claudio Tapia afirmou que um bruxo local “teve muito a ver com a vitória sobre o Equador”, que garantiu a Albiceleste no de 2018. Nas imagens de bastidores, o dirigente aparece parabenizando o homem, dizendo que “Messi teve mais a ver”, mas sem desconsiderar o seu trabalho. Depois, desmentiu o episódio, dizendo que não conhece o tal feiticeiro e que sabe apenas que ele tinha relação com um ex-técnico do Estudiantes. O episódio, de qualquer forma, ficou para o folclore do argentino.

Nesta semana, Javier Mascherano foi mais um abordado sobre a tal lenda. E garantiu não saber de nada, embora respeite a crença de qualquer um. O veterano só não deixou de brincar com a situação, exaltando mais uma vez Lionel Messi pelos três gols que anotou no triunfo por 3 a 1 em Quito.

“Sinceramente, não sabemos dessa história de bruxo. Não o vimos. Depois é que lemos e escutamos sobre. Se realmente ajudou, bem-vindo seja, respeito qualquer tipo de crença. Mas eu creio que Leo nos ajudou um pouco mais [risos]. Nós não cruzamos com este senhor”, declarou Mascherano, em entrevista ao Fox Sports Rádio da Argentina.

Além da história do bruxo, Mascherano também falou sobre o que os jogadores sentiram no Estádio Atahualpa, ao sofrer um gol logo nos primeiros instantes, que poderia colocar tudo a perder: “Depois que tomamos o gol do Equador, você podia dizer que acabou tudo. Ou se revelar, dizer que não tínhamos nada a perder. A equipe fez isso. Houve uma revelação liderada por Leo, que foi o estandarte da ideia de jogo. Se a Argentina ficasse fora da Copa, nos prejudicaríamos todos, não só os jogadores, mas o país inteiro. A partir disso, buscamos uma mensagem reconciliadora, todos juntos rumo à Rússia”.

Mascherano também fez a sua defesa do time. Não apenas respaldou o histórico de Messi na seleção, como também reafirmou que não há qualquer ‘panela’ dentro do grupo que atravanque o trabalho na Albiceleste. O , que já anunciou que se aposentará da seleção ao final do Mundial, apontou que há um longo processo pela frente desde a chegada de Jorge Sampaoli.

“Creio que nós nos guiamos muito por preconceitos. Com Leo, isso sempre existiu. As pessoas se prendiam em detalhes que não tinham nada a ver com futebol para sustentar uma crítica impossível de se sustentar. Era impossível sustentar esta crítica a partir do jogo. O que você vai dizer de um cara que fez mais de 500 gols, que recordes todo o tempo? Acima das estatísticas, está seu jogo que entra pelos olhos. É preciso ser tolo para que o jogo de Messi não te entre pelos olhos”, analisou.

“Dizer que somos um clube de amigos é também insistir em algo que não tem sentido. A maioria de nós permanecemos na elite do futebol por dez anos. É difícil permanecer neste nível apenas pela amizade. É uma maneira de minimizar a carreira do jogador. Na seleção, salvo Messi, ninguém é indispensável. É um erro dos jogadores acreditarem nisso. Sei que, quando há um treinador novo, todo mundo começa do zero e é preciso demonstrar isso”, finalizou.