Vencer amistosos é o menos importante quando se trata de um dos últimos testes antes da Copa, mas mesmo assim é bom. A Argentina venceu a Itália por 2 a 0 jogando no Estádio Etihad, em Manchester. Um jogo que o time conseguiu mostrar pouca coisa em termos de um futebol competitivo, mas que foi útil para consolidar algumas opções do técnico Jorge Sampaoli.

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A Argentina veio a campo sem o seu principal jogador, Lionel Messi, com uma sobrecarga muscular. Sergio Agüero, que teria a chance de jogar pela Argentina no estádio que é a sua casa no futebol de clubes, o Manchester City, ficou fora, machucado. Com isso, Jorge Sampaoli levou a campo Manuel Lanzini, além de Giovani Lo Celso, pela direita e pela esquerda, respectivamente. . Os dois fizeram boas partidas e se mostraram jogadores potencialmente úteis no elenco.

A ausência de Paulo Dybala é algo que causa estranheza e será motivo de debate até a Copa, ainda mais se não for. Especialmente quando Sampaoli convoca alguém como Diego Perotti, da Roma. Por outro lado, os laterais tiveram uma boa atuação e o técnico da albiceleste tem motivos para comemorar. Especialmente Tagliafico, ex-Independiente e que atualmente defende o Ajax. Foi bem pelo lado esquerdo e tem tudo para ser o titular pelo setor na Copa. Por sinal, a lateral direita também teve um jogador do Independiente: Fabricio Bustos.

O primeiro tempo teve algumas chances, entre elas a melhor um passe de Ángel Di María para Higuaín, que dominou e tentou tirar de Buffon. Não conseguiu. A Itália chegava menos e a Argentina era mais perigosa. O jogo, porém, tinha aquele ritmo de amistoso. Terminou o primeiro tempo sem muita aceleração dos dois lados.

No início do segundo tempo, a Argentina errou com Paredes, que tocou para trás nos pés de Immobile, e que achou Insigne livre pelo meio. O camisa 10 dominou e chutou para fora. A Itália era quem chegava mais ao ataque, mas o jogo não era empolgante. Foi o lance mais importante da Itália no jogo. A Azzurra teria algumas outras chances ainda na partida, mas não conseguiria aproveitar. Nenhuma delas, porém, tão clara como a de Insigne.

A Itália saiu jogando errado com Jorginho, Lanzini tomou a bola, tocou para Lo Celso, que tabelou com Banega e este último chutou da entrada da área para marcar 1 a 0, aos 29 minutos de jogo. A Argentina, então, passou a trabalhar com o contra-ataque depois que a Itália avançou o time. E foi assim que saiu o segundo gol.

Em um bom contra-ataque, já aos 39 minutos de jogo, um golaço da Argentina. Higuaín partiu em contra-ataque e fez uma boa escolha ao tocar para Lanzini, aberto à esquerda e livre. Ele dominou e, com tranquilidade, fez um belíssimo arremate no ângulo do goleiro Gianluigi Buffon. Ele demorou a finalizar, o que deu a impressão que ele perderia o lance, mas no fim acabou sendo um golaço.

O amistoso teve pouco de brilho, mas ao menos serviu para Sampaoli observar um pouco mais o seu time. Falta o entrosamento que se viu em outras seleções como Alemanha e Espanha, mas é um time com potencial de melhorar mais. Sampaoli tem apostado em uma formação mais tradicional e tentar ganhar mais entrosamento. A Argentina volta a campo contra a Espanha, na terça-feira.

Para a Itália, o que Luigi Di Biagio viu foi um time com potencial, mas longe de conseguir uma atuação consistente. De qualquer forma, teve a estreia de Federico Chiesa atuando na ponta direita, em um dos jogadores com potencial para subir de rendimento com a seleção italiana. No mais, será preciso reconstruir um time, que pode ser competitivo. Mas ainda tem uma longa subida pela frente.