A Inglaterra conseguiu confirmar o favoritismo e venceu a Argentina por 1 a 0 nesta noite, em Le Havre. E mais uma vez, foi um jogo bastante difícil, com as argentinas mais uma vez fazendo uma partida defensivamente muito boa. Foi duro para as Leoas, mas elas venceram, apesar da goleira Vanine Correa ter feito uma grande partida para impedir. Cotada como uma das favoritas, as inglesas já tinham vencido o primeiro jogo contra a Escócia, em um clássico local, e, por isso, garantiram a classificação. Mais do que isso, está perto do primeiro lugar, se empatar com o Japão no último jogo.

Inglaterra em cima

O primeiro tempo foi praticamente um ataque contra defesa. A Inglaterra pressionou desde o primeiro minuto. Organizada em campo em um 4-2-3-1, as inglesas tinham jogadas pelos dois lados do campo, além de muita força no meio-campo, com Jill Scott. As inglesas mostraram bastante repertório ofensivo, tentando encontrar o caminho de várias formas: com trocas de passes, jogadas de fundo e chutes de fora.

Mais uma vez, a Argentina se posicionou de forma bastante defensiva. Montou a sua defesa em um 4-5-1, congestionando o meio-campo para impedir que as boas jogadoras inglesas tivessem espaço para jogar.

Raça argentina

O time da Argentina passa longe dos melhores times do futebol feminino atual, mas se destaca por duas grandes qualidades. A primeira é que o time é muito organizado, taticamente, e parece capaz de diminuir os espaços de times do porte de Japão e Inglaterra, duas favoritas ao título. Tanto japonesas quanto inglesas tiveram volume de jogo, atacaram, mas não conseguiram superar facilmente a defesa argentina.

Outra das qualidades argentinas é a raça. Com um time organizado, o time se esforça demais para manter as linhas defensivamente bem posicionadas e intransponíveis. Ou quase. As argentinas ainda não conseguem articular muito bem os contra-ataques, mas defensivamente é um time bastante competente.

Correa brilhando

Vanina Correa, goleira da Argentina, defende pênalti (Foto: Getty Images)

O grande momento do primeiro tempo foi um pênalti para a Argentina, aos 28 minutos. Em uma jogada bem trabalhada pela Inglaterra, Mead tocou para Greenwood, que é derrubada em um carrinho de Bravo. A árbitra Liang Qin apontou a marca do pênalti.

Um dos destaques do time inglês, a ponta Nikita Parris, foi a encarregada da cobrança. Ela bateu colocado, no canto esquerdo da goleira Vanina Correa, que se esticou e defendeu. A bola ainda bateu na trave e não entrou. Uma defesaça da goleira argentina.

Não foi a única defesa que ela fez. Foram três defesas no primeiro tempo, todas elas dentro da área. A mais difícil delas, depois do pênalti, foi uma finalização de Bethany Mead, dentro da área, de pé esquerdo. Ela chutou cruzado e Correa espalmou.

No segundo tempo, logo a cinco minutos, a goleira Correa teve que trabalhar de novo em mais um lance perigoso no ataque. Cobrança de falta do lado esquerdo, bate e rebate dentro da área e a bola sobrou para Parris, que, de pé esquerdo, chutou forte. Mesmo com muita gente à sua frente, a goleira espalmou para longe. Salvou novamente a Argentina de levar o gol.

Contra-ataque… da Inglaterra

Embora as inglesas estivessem quase o tempo todo jogando no campo de ataque, bastou um lance que a Argentina saiu um pouco para o campo de ataque, aos 15 minutos do segundo tempo, que acabou punida. Depois de uma tentativa de Banini, a Inglaterra tomou a bola e rapidamente encontrou Jill Scott. A camisa 8 acelerou o jogo no meio-campo, com passadas largas e boa visão de jogo, e lançou Bethany Mead na ponta esquerda. A ponta cruzou rasteiro, em progressão, para a centroavante Jodie Taylor, que só empurrou para o fundo do gol.

Vaga assegurada

Com a vitória, a Inglaterra chega classificada à última rodada da Copa do Mundo. O que é excelente para o time, porque vai enfrentar o Japão, ainda precisando garantir a vaga. Os dois times têm tudo para passarem de fase. As inglesas só precisam de um empate para garantirem o primeiro lugar.

O primeiro lugar deste Grupo D vai enfrentar o terceiro colocado do Grupo B (tende a ser Espanha ou China), E ou F (esses dois com apenas uma rodada disputada). A Argentina, com um ponto em dois jogos, ainda sonha. Precisará vencer a Escócia e, com quatro pontos, tem chance de estar entre as melhores terceiras colocadas. Um dos grandes objetivos da Argentina é justamente vencer um jogo.

Ficha técnica

Inglaterra 1×0 Argentina

Local: Stade Océane, em Le Havre
Árbitra: Liang Qin (China)
Gols: Jodie Taylor aos 16’/2T (Inglaterra)
Cartões amarelos: Andana Cometti, Agustina Barroso (Argentina), Jado Moore (Inglaterra)

Inglaterra: Carly Telford; Lucy Bronze, Stephanie Houghton, Abbie McManus e Alex Greenwood; Jill Scott e Jade Moore; Nikita Parris (Rachel Daly), Francesca Kirby (Karen Carney) e Bethany Mead (Georgia Stanway); Jodie Taylor. Técnico: Phil Neville

Argentina: Vanina Correa; Adriana Sach, Agustina Barroso, Aldana Cometti e Eliana Stábile; Florencia Bonsegundo, Linda Bravo, Lorena Benítez (Vanessa Santana), Miriam Mayorga e Estefanía Banini (Mariana Larroquette); Sole Jaimes (Yael Oviedo). Técnico: Carlos Borrello