O interesse da Argentina e do Uruguai em co-sediar a Copa do Mundo de 2030, a edição centenária do torneio, já é história antiga. E que mesmo sendo discutida há anos, continua rendendo. Nesta semana, os dois países reiteraram suas intenções em serem anfitriões da competição mundial que acontecerá daqui 14 anos, a qual havia sido oficializada ano passado. O que faria todo o sentido e teria todo um significado, já que os uruguaios foram os primeiros a receberem uma Copa no quesito taça e hospedagem, e a Argentina, por sua vez, foi a vice-campeã da edição de 1930.

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Os presidentes argentino, Mauricio Macri, e uruguaio, Tabaré Vázquez, se reuniram na última segunda-feira, na Argentina, para discutir assuntos diplomáticos entre ambas as nações. Um dos debates da conferência, porém, acabou sendo sobre o plano de co-sediar a edição de 2030 da Copa do Mundo. Macri disse que os vizinhos sul-americanos “vão trabalhar juntos para conseguirem ser os anfitriões da Copa de 2030” e que “estão planejando seguir em frente com uma proposta para isso”. Essa seria a segunda vez que os dois países receberiam seleções por conta do torneio, lá que foi na Argentina que a Copa de 1978 aconteceu.

Em 2013, o então presidente da Associação de Futebol Argentino (AFA) Julio Grondona chegou a declarar que Fifa tinha interesse em festejar o centerário do torneio na Argentina e no Uruguai. “Isso eu posso confirmar, já está garantido”, disse o dirigente na época. Mas, pouco tempo depois, a instituição negou que estava tudo certo para que os sul-americanos fossem anfitriões da Copa de 2030. No entanto, no início deste ano a entidade voltou a se pronunciar sobre, com Gianni Infantino demonstrando apoio à ideia. “Eu pessoalmente sou muito favorável. Dois mil e trinta será um ano muito importante. São cem anos do primeiro Mundial. A história tem que ser respeitada”, falou o presidente da Fifa.

Com a Copa de 2018 na Rússia e a de 2022 no Catar, é bem provável que a de 2026 aconteça na América do Norte. Seja apenas nos Estados Unidos ou com sede dupla com o Canadá, ou com o México, como aconteceu em 2002 com Coreia do Sul e Japão. Caso isso aconteça com a Argentina e o Uruguai na edição de 100 anos, a proximidade entre os países e a curta distância de 280 quilômetros entre as duas capitais serão fatores muito benéficos para todos que participarão do evento. Além de, claro, ter toda a questão simbólica do centenário e o fato de serem dois países com vasta tradição no futebol.