A história de Arda Turan com o Barcelona terminou. O meia turco foi emprestado por dois anos e meio ao Istanbul Basaksehir, o tempo restante do seu contrato. O Barcelona se reserva o direito de vender o jogador antes desse prazo, se quiser. Aos 30 anos, Turan nunca impressionou na Catalunha e mal conseguiu entrar em campo. Deixa o clube dois anos e meio depois de chegar, sem conseguir ser o jogador decisivo que era no Atlético de Madrid e sem grandes interessados no seu futebol. Uma decepção para todos os envolvidos em um negócio que acabou sendo bom apenas para o seu ex-clube, o Atlético de Madrid, que recebeu uma boa grana por ele.

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Quando o Barcelona anunciou a sua contratação, em julho de 2015, foi uma surpresa. Primeiro, porque o clube vivia um embargo de transferências, o que significava que qualquer jogador contratado não poderia ser registrado até janeiro de 2016. Depois, porque Turan não era um jogador que parecia se encaixar no Barcelona. O time, então campeão europeu, tinha Neymar, Messi e Suárez no ataque, além de um meio-campo com Busquets, Rakitic e Iniesta. Onde se encaixaria o turco? Talvez a ideia fosse justamente essa, ser uma alternativa diferente àquelas que o time já tinha. Mas isso nunca aconteceu.

As desconfianças são normais e vimos como Paulinho, um jogador que chegou com uma desconfiança maior do que Arda Turan, se encaixou bem no que o técnico Erneste Valverde faz com o Barcelona. Só que Arda Turan nunca conseguiu isso. Jogou como atacante aberto, sem render; jogou como um dos meio-campistas, também sem corresponder. É verdade que ganhou poucas chances, mas quando entrava em campo, não justificava a aposta. Se tornou uma peça sobressalente no elenco.

Desde que Ernesto Valverde chegou ao Barcelona, nesta temporada, ele sequer foi relacionado para os jogos. Claramente, estava fora dos planos. No time de Simeone, Turan era um dos guerreiros do técnico argentino, alguém com criatividade com a bola e uma energia infindável sem ela para fechar os espaços e atacar os adversários com a posse. No Barcelona, não conseguiu desenvolver o futebol que tinha, ao mesmo tempo que parece não ter sido plenamente aceito.

Os € 34 milhões que o Barcelona gastou nele parecem ter se perdido definitivamente. Ninguém quis contratar o meia pagando esse valor. E, pior ainda, se desvalorizou até mesmo no seu país com as rusgas que teve na seleção turca, a ponto de ser vaiado pela torcida na Eurocopa de 2016 e nas Eliminatórias para a Copa 2018 – na qual a Turquia acabou eliminada precocemente. Termina a sua passagem pelos blaugranas com 55 jogos, 15 gols e 11 assistências. Volta à Turquia, onde defendeu com sucesso o Galatasaray, para tentar ser o talento que já demonstrou em anos anteriores, com outras camisas.

O destino do meia, o Basaksehir, vive uma boa fase. É o líder do Campeonato Turco, com 36 pontos em 17 jogos, um à frente do Galatasaray e três acima do Fenerbahçe. O Besiktas, atual campeão, é só o quarto, com 30 pontos. Turan pode ajudar o time a chegar ao título e, assim, tentar recuperar um pouco do bom futebol que apresentava. Nos últimos dois anos e meio, esse futebol ficou apenas na lembrança dos seus tempos de Atlético de Madrid.


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