Igor Akinfeev surgiu como um jovem que prometia ser um grande goleiro. Nem era adulto há muito tempo quando estreou na seleção russa, em 2004, e passou 14 anos defendendo as cores do seu país. O ápice dessa caminhada foi na Copa do Mundo que a Rússia sediou, quando ele contribuiu decisivamente para a campanha acima das expectativas da dona da casa. E, após o ápice, veio o fim. Nesta segunda-feira, Akinfeev anunciou a sua aposentadoria do futebol internacional.

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A primeira partida de Akinfeev pela Rússia foi contra a Noruega, em abril de 2004, quando ele tinha apenas 18 anos. Pouco depois, ajudou o CSKA Moscou a conquistar o título da Copa da Uefa e se projetou como goleiro promissor, prestes a pular para um centro mais badalado do futebol. Isso nunca se concretizou, nem a promessa inicial de que seria um dos grandes da profissão.

Akinfeev, agora com 32 anos, passou por altos e baixos nos anos seguintes. Deteve a incômoda sequência de passar 11 anos levando gol todas as vezes em que disputava uma partida de Champions League, mas também teve boas atuações na Eurocopa de 2008. Por outro lado, falhou feio no Mundial do Brasil. Nada que tenha abalado sua titularidade, nem seu moral com seleção e torcida da Rússia.

O goleiro sofreu apenas um gol, em pênalti cobrado por Mohamed Salah, nas duas primeiras rodadas da Copa do Mundo. Mas não foi exigido porque Arábia Saudita e Egito não acertaram nenhuma finalização nessas partidas. Contra o Uruguai, um adversário melhor, foi três vezes vazado, mas reagiu, nas oitavas de final, antes que as contestações aparecessem.

A Espanha não o fez trabalhar tanto quanto poderia, mas Akinfeev fez defesas providenciais ao longo dos 120 minutos para levar a partida aos pênaltis. E, então, realizou duas defesas, nas batidas de Koke e Iago Aspas, fazendo com que a Rússia superasse todas as expectativas com a vaga nas quartas de final. Na fase seguinte, anda defendeu a penalidade de Kovacic, consolidando seu status de heróis nacional, mas Smolov e Mario Fernandes desperdiçaram as suas, e a Rússia foi eliminada.

“Toda história tem um começo e um fim. É assim com minha história com a equipe nacional também”, disse, em um comunicado no site da Federação Russa. “Foi uma grande honra para mim ser o capitão da seleção russa em uma Copa do Mundo em casa. Honestamente, nunca sonhei que faria isso. Mas aconteceu e foi provavelmente o ápice da minha carreira pela seleção”.

“Não ganhamos nenhuma medalha na Copa do Mundo, mas todos os rapazes fizeram o melhor que podiam. O mais importante é que não havia uma pessoa indiferente entre nós”, acrescentou. “Quinze anos em um time, muito tempo. Cada ano, fica mais difícil jogar em duas frontes. As últimas lesões têm exigido mais tempo de recuperação. E agora eu muito claramente percebi que é a hora de dar espaço para colegas mais jovens e me concentrar no meu próprio clube”.

Akinfeev junta-se a Sergei Ignashevich, Yuri Zhirkov e Aleksandr Samedov, outros veteranos que se aposentaram da seleção russa depois da Copa do Mundo. Para saber quem mais encerrou suas carreiras internacionais após o Mundial, clique aqui.