A federação croata tomou uma medida extrema nesta semana, para não prejudicar sua trajetória na Euro 2016. Após ser punida pela Uefa por conta de incidentes racistas, e correndo o risco de sanções maiores em caso de reincidência, o país simplesmente decidiu banir os seus próprios torcedores dos jogos fora de casa nas eliminatórias da competição. Os croatas não contarão com setor exclusivo para seus torcedores nos jogos contra Azerbaijão, Noruega e Malta. Além disso, no único jogo restante em casa na campanha, o país terá que jogar de portões fechados, por conta de uma punição já em vigor aplicada pela Uefa.

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“A punição da Uefa sobre os recentes incidentes racistas e a explicação da entidade mostram que qualquer ofensa racista pode significar a expulsão croata do campeonato. É uma decisão difícil banir os torcedores, mas queremos pedir desculpas que torcedores decentes precisem lidar com isso. É um sacrifício necessário para lutar contra o hooliganismo e dar certeza de que milhões de croatas possam torcer por nós na Euro 2016”, declarou a federação.

A Croácia lidera o Grupo H das eliminatórias, um ponto à frente da Itália e três da Noruega, mas foi punida com a perda de um ponto na competição. Antes do duelo contra a Itália, em Split, uma suástica foi desenhada com substâncias químicas no gramado do Estádio Poljud. Além disso, a partida já acontecia com portões fechados, por conta de cânticos racistas entoados pelos torcedores durante a goleada por 5 a 1 sobre a Noruega. Já em 2013, o veterano Josip Simunic também havia sido por fazer alusão ao nazismo durante a comemoração pela classificação à Copa.

“A decisão da Uefa equivale a um segundo cartão amarelo sem que o vermelho seja mostrado. Portanto, é claro que não haverá mais leniência. Nós relutamos em banir os nossos torcedores, e só fizemos depois de um longo debate, mas estamos motivados em vencer essa batalha e proteger a seleção”, declarou Damir Vrbanovic, diretor executivo da federação. Uma medida meramente paliativa, que está longe de ser suficiente se os croatas realmente quiserem combater o problema. Ainda há muito a se resolver, e não apenas no futebol.