Enganou-se quem achou, como eu, confesso, que a goleada por 7 a 1 sobre o Deportivo La Coruña, com gol de Ronaldo, com boa participação de Gareth Bale, poderia representar um ponto de inflexão na fraca temporada do Real Madrid. Nesta quarta-feira, no Santiago Bernabéu, o Leganés derrotou o atual bicampeão europeu por 2 a 1 e se classificou às quartas de final da Copa do Rei.

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Zidane mais uma vez colocou um time reserva em campo, apesar da magra vantagem por 1 a 0, conquistada no jogo de ida, e do péssimo retrospecto no Bernabéu nesta edição da Copa do Rei. Em casa, já havia empatado com o Fuenlabrada, da terceira divisão, e com o Numancia, da segunda. Agora, foi derrotado pelo Leganés, autor de boa temporada no Campeonato Espanhol, no meio da tabela, mas infinitamente menos poderoso do que o clube que venceu a Champions League nas últimas duas temporadas.

Começaram Sergio Ramos e Nacho na defesa e Benzema no comando do ataque. O resto do time era de jogadores mais reservas que titulares: Hakimi e Theo Hernández nas laterais, Isco, Marcos Llorente e Kovacic no meio, e Lucas Vázques e Asensio no setor ofensivo. Ainda capaz de pelo menos empatar com o Leganés, mas Zidane arriscou. Depois da goleada sobre o La Coruña, o momento era de mais uma sonora vitória para embalar na temporada. Seria ideal minimizar a possibilidade de um vexame.

A realidade foi mais cruel do que a expectativa. Aos 31 minutos, Hakimi tocou na fogueira para Nacho, que falhou na entrada da área. Eraso recolheu a bola e acertou um belo chute, sem chance para Casilla. No começo do segundo tempo, Benzema, em péssima temporada, conseguiu empatar, com seu primeiro gol desde o fim de novembro, e apenas o sexto na temporada. O Real escapava da eliminação, mas não por muito tempo. Menos de dez minutos depois, Eraso cobrou escanteio e o brasileiro Gabriel fez o segundo gol.

Zidane não tentou minimizar a situação. Afirmou que claramente se trata de um fracasso e que o responsável é ele, chamado a responsabilidade pela derrota. “Não podemos mudar as coisas, havia 90 minutos para ganharmos e não conseguimos. Agora temos que pensar no amanhã, nos levantarmos e continuar trabalhando porque sábado há mais uma partida”, afirmou.

O problema é que, com a campanha errática no Campeonato Espanhol, o Real Madrid praticamente não tem mais chance de título, a 19 pontos do líder Barcelona (com um jogo a menos). A Copa do Rei era uma possibilidade realística de pelo menos levantar um troféu, mas não foi encarada desta forma pelo treinador. O time reserva, diferente da reta final da última La Liga, não conseguiu segurar a bronca. Resta a Champions League. O adversário é o Paris Saint-Germain. Mas, nesta fase, dá para imaginar o Real passando às quartas de final?

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