Adrián Ramos já desfrutou de certa badalação no futebol europeu. O Borussia Dortmund parecia fazer um bom negócio quando pagou apenas €9,7 milhões pelo centroavante, após uma passagem de destaque pelo Hertha Berlim. No fim das contas, o colombiano se tornou mais uma frustração aos aurinegros, defendendo o Granada desde que deixou o Signal Iduna Park em 2017. E, aos 33 anos, o atacante se transforma em reforço para a Libertadores 2020. De volta ao seu país, vestirá a camisa do América de Cali, que o projetou para o futebol.

O anúncio de Adrián Ramos soou como uma volta para casa. O América de Cali festejou a recontratação do atacante, formado por suas categorias de base. Ramos estreou pelos Diablos Rojos e chegou a ter passagens mais curtas por outros clubes, mas sempre retornava ao Estádio Pascual Guerrero. Sua melhor fase com a camisa escarlate aconteceu no final da década passada, quando realmente se firmou. Entre 2008 e 2009, anotou 34 gols em 60 partidas pelo Campeonato Colombiano e foi essencial na conquista do Torneio Finalización de 2008, o último antes do rebaixamento do clube. Já em 2009, arrumou as malas rumo ao Hertha Berlim.

Na capital alemã, Adrián Ramos foi um digno centroavante. Chegou aos dois dígitos em quatro das cinco temporadas da Bundesliga que disputou pelo Hertha, com média de 12 gols por campanha. Todavia, quando as expectativas cresceram e ele fez as malas rumo ao Dortmund, não rendeu. Esteve muito distante de ser uma alternativa ao recém-negociado Robert Lewandowski. Vendido ao Granada em janeiro de 2017, Adrián Ramos permaneceu três temporadas e meia no clube. Até contribuiu ao acesso em 2018, mas seguia com números modestos e, na reserva de Roberto Soldado, optou retornar a Cali.

Adrián Ramos volta ao América de Cali após dez anos. Chega em um bom momento do clube, que conquistou o Finalización de 2019 e encerrou o jejum de 11 anos na liga nacional. Pode ser útil na equipe que rendeu bem sob as ordens do técnico Alexandre Guimarães. Resta saber as próprias condições do centroavante. A um jogador que sempre dependeu de sua potência física, os 33 anos tendem a se tornar mais pesados sobre suas costas. Da mesma maneira, lá se vão seis temporadas sem registrar uma frequência de gols tão impressionante.

Por sua badalação e por sua história no clube, Adrián Ramos não deixará de ser uma atração no América de Cali, apesar das desconfianças. Terá que justificar o apoio dentro do Pascual Guerrero, liderando uma agremiação que tenta se restabelecer como uma força nacional. Além da busca por novas taças no Campeonato Colombiano, os Diablos Rojos também disputarão novamente a Copa Libertadores. Estarão no mesmo grupo de Grêmio e Universidad Católica. Ramos será um nome para os tricolores observarem.