A Suécia não se classificava à Copa do Mundo desde 2006. Uma seleção que nunca ficou mais de duas edições longe da fase final do torneio. Janne Andersson tinha uma grande responsabilidade. E mesmo sem ser um treinador tão condecorado, mudou os rumos dos escandinavos em pouco mais de um ano de trabalho, assumindo o cargo após a Euro 2016. Referendado por seu trabalho no Norrköping, campeão nacional em 2015, conseguiu dar consistência ao time depois da aposentadoria de Zlatan Ibrahimovic. Montou um coletivo fortíssimo mesmo sem contar com uma geração tão brilhante. Fez justamente o que seu oponente, Gian Piero Ventura, não conseguiu com a Itália. E termina festejadíssimo por seus comandados.

Após a consumação do feito, duas cenas protagonizadas por Andersson se espalharam pelas redes sociais. Primeiro, a maneira como o técnico foi exaltado por seus jogadores. Enquanto dava entrevista à imprensa local, todo o elenco chegou de surpresa para abraçar (e derrubar) o comandante. Quebraram até mesmo a bancada dos jornalistas. Mas demonstraram bem o quanto o professor é uma pessoa querida. Já depois da festa nos vestiários, uma fotografia de Andersson traz outra representação de seu perfil. Ele mesmo se encarregou de limpar a sujeira deixada pelos atletas, recolhendo as embalagens deixadas no chão.

Enquanto a fúria desata sobre Ventura, Andersson passa fora do radar. Que as imagens extracampo também sirvam para expor o trabalho do sueco. E lembrar que a classificação tem muitos méritos seus, especialmente pela maneira como conseguiu neutralizar os italianos. A mera presença da Suécia no Mundial da Rússia, depois de oito anos de ausência e campanhas frustrantes na Eurocopa, já vale demais.


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