A Uganda não conseguia se classificar para a Copa Africana de Nações, principal competição entre seleções do continente, desde 1978. Neste domingo, depois de uma vitória magra e sofrida por 1 a 0 ante a Comores, os ugandenses finalmente deram um fim ao jejum que estava prestes a completar quatro décadas. Diante de um público aflito de 45 mil pessoas, a seleção que estava afastada há anos do torneio africano não decepcionou e assegurou a vaga para participar da próxima edição da Copa Africana, que ocorrerá no Gabão, ano que vem.

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O mais longe que os Cranes, como é conhecida a seleção de Uganda, já chegaram na Copa Africana foi conquistando o vice-campeonato, justamente na última vez que participaram da competição, 1987. Naquele ano, o time ugandense perdeu para Gana na final. Ainda assim, foi um feito imenso levando em consideração as dificuldades que a seleção de Uganda sempre enfrentou e o número de participações na Copa antes deste segundo lugar (apenas quatro vezes). Desde então, a classificação se tornava, campanha após campanha, um caso de “tão perto, mas tão longe”.

Camarões, Mali, Marrocos, Egito, Gabão, Gana, Senegal, Argélia, Guiné-Bissau e Zimbábue já conhecem dois de seus possíveis adversários na Copa Africana. Além de Uganda, o Burkina Faso também se garantiu na próxima edição do torneio ao vencer Botswana de forma dramática por 2 a 1, também neste domingo. Com isso, as 12 seleções esperam Congo, Etiópia, Tunísia, Benim, República Centro-Africana, Togo e Libéria decidirem quais destas equipes ficarão com as três vagas remanescentes para ir ao Gabão em 2017.

Veja como foi a festa dos ugandenses após o apito final neste domingo. Depois de quase quatro décadas esperando para poder ver a seleção do país de volta à maior competição da África, a comemoração não poderia mesmo ter sido diferente:

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