O fim de semana do Southampton não foi dos melhores. Dois dias remoendo a goleada sofrida contra o Leicester por 9 a 0, a maior da história da Premier League ao lado de Manchester United x Ipswich em 1995. A semana começou e está na hora de levantar a cabeça e seguir em frente, e a primeira medida, anunciada ainda no domingo, foi anunciar a doação do salário dos jogadores e da comissão técnica, equivalente à última sexta-feira, para uma instituição de caridade.

Claro que existe um viés publicitário na doação, uma maneira de mudar a história para algo um pouco mais positivo, mas o gesto é bacana mesmo assim. O dinheiro será repassado à Saints Foundation, instituição ligada ao clube que trabalha com 12.000 jovens e adultos de todas as idades “usando o poder e a paixão do esporte para transformar vidas”, por meio de saúde, educação e capacitação de emprego.

“A equipe esteve no Staplewood Campus (centro de treinamento do Southampton) durante o fim de semana, trabalhando para consertar as coisas com os torcedores. Em um primeiro passo nesse sentido, o grupo decidiu que deseja doar seus salários do dia do jogo do Leicester à Saints Foundations, para ajudar o trabalho vital conduzido pela instituição de caridade”, informou o clube, em uma nota publicada em seu site.

O treinador Ralph Hasenhüttl assumiu total responsabilidade pelo que aconteceu. “Um desempenho, muito, muito ruim. Agora, precisamos imediatamente tentar levantar nossas cabeças. Estamos para baixo. Uma coisa que devo dizer é que os torcedores que ficaram até o fim, porque não foi fácil ver este jogo para qualquer um associado ao Southampton, preciso agradecê-los, porque foram fantásticos. Tentaram nos apoiar até o fim. Isso não foi fácil”, disse.

Como miséria pouca é bobagem, os próximos dois jogos do Southampton, pela Copa da Liga, nesta terça-feira, e no fim de semana, pela Premier League, são contra o Manchester City, fora de casa. “Precisamos saber que, quando jogamos assim, não temos chance de ficar na liga, isso é certo. Todos sabem disso. Agora, depende de nós tentar encontrar uma maneira de melhorar”, encerrou Hasenhüttl.