A Juventus possui dois casos de coronavírus em seu elenco e, desde que Daniele Rugani testou positivo, os jogadores permaneceram em quarentena. Já nesta quinta-feira, diferentes atletas bianconeri deixaram o isolamento para retornar aos seus países de origem. Alguns veículos italianos publicaram a notícia como um “ato de indisciplina”, algo ainda mais preocupante diante da situação sanitária no norte da Itália e das recomendações das autoridades. Porém, a Gazzetta dello Sport informou que a Juve liberou os futebolistas, após testarem negativo.

Conforme os primeiros relatos, Gonzalo Higuaín e Rodrigo Bentancur foram parados pela polícia no aeroporto de Turim, quando tentavam embarcar em um jatinho particular. Os jogadores apresentaram um teste negativo e embarcaram junto com suas respectivas famílias. Depois, informou-se que Bentancur não estava no avião. A intenção era sair da Itália e pegar um voo regular de volta para a América do Sul.

A “quebra da quarentena” seria desmentida depois, por veículos como a Gazzetta dello Sport e o Tuttosport. Higuaín tinha a permissão da Juventus para deixar o país e, inclusive, a diretoria providenciou o jatinho ao centroavante. O argentino ganhou a permissão especial porque sua mãe estaria doente na Argentina. Além dele, outros jogadores puderam voltar aos seus respectivos países, como Miralem Pjanic e Sami Khedira. Cristiano Ronaldo já estava fora da Itália, ao visitar sua mãe na Ilha da Madeira, quando a quarentena da Juve começou.

O questionamento no país fica para a validade do teste apresentado por Higuaín, já que Rugani deu positivo em 11 de março e o elenco deveria permanecer em quarentena por duas semanas – por conta do período de incubação do vírus. Blaise Matuidi, por sua vez, confirmou a doença na última terça-feira. Também há críticas quanto ao privilégio garantido aos jogadores de futebol, enquanto toda a população precisa cumprir o regime de reclusão, com poucas exceções.

Na Itália, surge até mesmo a absurda discussão de retomar os treinamentos durante a próxima semana. Lazio, Cagliari, Napoli, Atalanta e Udinese são alguns dos clubes favoráveis à ideia. O plano é “higienizar os centros de treinamentos e realizar um regime diferente de atividades”, sem contato físico e em pequenos grupos. A associação de jogadores é contra e tem apoio de outras equipes, como a Internazionale. O país soma mais de 33 mil infectados no momento, enquanto o número de mortos chegou a 3,4 mil nesta quinta, superando a China.