O Napoli fez uma campanha história no Campeonato Italiano da temporada passada, 2017/18. O time fez o seu maior número de pontos de todos os tempos, apesar de ter terminado, mais uma vez, atrás da Juventus. A saída de Maurizio Sarri, depois de três ótimos anos no comando dos Partenopei, inevitavelmente causaria mudanças. A questão era tentar fazer com que fosse para melhor. Carlo Ancelotti tem tido trabalho, mas tem conseguido bons resultados. Neste sábado, levou o seu time a uma vitória por 1 a 0 com mudanças táticas importantes.

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A derrota para a Sampdoria, na rodada anterior, foi terrível. Um 3 a 0 pesado e uma das críticas foi que o Ancelotti mudou demais o time de Sarri. Desta vez, Ancelotti mudou novamente, mas de forma menos drástica. Mas, ainda assim, mudou o time taticamente, de forma sutil. Saiu do 4-3-3- inicial que o time atuava há tanto tempo para um 4-4-2. Levou a campo também o atacante Dries Mertens, destaque da última temporada. Ele jogou como atacante, mais solto, ao lado de Lorenzo Insigne.

Com isso, José Callejón foi trazido mais para trás, atuando em uma linha de quatro, aberto pela direita. Pelo centro, Allan e Hamsik dividiram o setor, com o polonês Piotr Zielinski pela esquerda. Entrou também o zagueiro Nikola Maksimovic no lugar de Raúl Albiol, que era quem vinha jogando. Apesar dos pedidos da torcida por Mertens, o belga não foi tão bem. Já Callejón e Insigne foram muito bem. O time se armou com velocidade e utilizou muitos contra-ataques, uma arma que Ancelotti sabe utilizar bem.

O segundo tempo teve uma melhora significativa quando entrou em campo Arkadiusz Milik entrou no lugar de Mertens, aos 12 minutos da etapa final. O polonês passou a segurar a bola no ataque, algo que o time não conseguia com Mertens, e ter mais jogadas de pivô. Melhorou também o rendimento de Zielinski pelo corredor esquerdo. Depois, Ancelotti lançou Adam Ounas no lugar de Callejón, também renovando a força pelos lados do campo.

Ancelotti deve continuar fazendo mais destes para chegar a um jeito de jogar que considere eficiente o bastante. Contra A Fiorentina de Stefano Pioli, muito bem armada na defesa, o time foi muito ofensivo. Foram 22 chutes a gol, mas só quatro deles no alvo. Foi preciso apenas um desses para vencer o jogo. E contando com uma jogada de Milik. O polonês saiu da área, recebeu a bola e foi o armador da jogada, colocando Insigne em boas condições para finalizar e marcar o único gol do jogo aos 34 minutos do segundo tempo.

Pouco a pouco, o time vai se tornando mais de Ancelotti e menos de Sarri. Por enquanto, nem é um, nem é outro. É uma leve mistura dos dois. Veremos mais do Napoli nesta semana, com a estreia na Champions League. E será um desafio duríssimo: contra o Estrela Vermelha, em Belgrado, no temido estádio Marakana. O jogo será na terça-feira, dia 18.