Nani está de casa nova. O atacante da seleção portuguesa deixou o Sporting, seu clube de formação e que defendeu na última temporada para atravessar o Atlântico. Vai jogar pelo Orlando City, time que tem o brasileiro Flávio Augusto da Silva como dono. Nani, aos 32 anos, é mais um jogador que defenderá uma equipe da MLS, assim como o ex-companheiro de clube, Wayne Rooney, que chegou em 2018 ao DC United depois de uma temporada no seu time de infância, o Everton.

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O Sporting liberou o jogador de graça para o Orlando City, que, assim, só gastará com salários com o jogador português. Ele será um jogador designado do clube – cada franquia da MLS pode ter até três jogadores desse perfil. Cada um deles é contado para o teto salarial pelo valor máximo, mas pode receber acima disso.

“Este é um dia empolgante para esta organização”, afirmou Luiz Muzzi, vice-presidente executivo de operações de futebol, em um comunicado no site do clube. “Nani traz uma tremenda experiência para o nosso elenco. Ele é um ponta dinâmico com habilidades de qualidade para mover e cruzar a bola, causa impacto nos jogos e lidera o jogo ofensivo”.

Jogador da seleção portuguesa, Nani parece um veterano maior do que é. Aos 32 anos, ainda tem bastante a oferecer e mais ainda em uma liga em desenvolvimento como é a MLS. Com altas expectativas quando surgiu no Sporting, em 2005, Nani foi contratado pelo Manchester United em 2007, onde foi companheiro de Cristiano Ronaldo. Chegou a ser emprestado ao Sporting, em 2014, por uma temporada. Depois, foi vendido ao Fenerbahçe, em 2015, e jogou pelo Valencia em duas temporadas, de 2016 a 2018. Foi emprestado à Lazio em 2017 antes de voltar ao Sporting em 2018.

Nani publicou uma carta de despedida do clube, justificando a sua saída daquela que é, notoriamente, a sua equipe do coração.

É com um misto de sentimentos que deixo o clube do meu coração. Por um lado, estou entusiasmado por enfrentar mais um novo desafio na minha vida, mas por outro sinto-me verdadeiramente nostálgico ao deixar uma casa que me deu tanto. O Sporting significa tudo para mim. Foi aqui que cresci, que de criança me fiz homem, e foi também aqui que sempre me senti em casa quando tive oportunidade de regressar.

Senti-me mais uma vez em casa esta época e foi para mim um verdadeiro orgulho usar a braçadeira de capitão. Todas as vezes que entrei em campo com as nossas cores, dei tudo o que tinha. Vencer a Taça da Liga foi uma alegria imensa… e como todos os meu colegas, lutei para que o clube alcançasse todos os seus objetivos ao longo desta temporada. Não posso negar que tivemos altos e baixos durante este ano, mas para ser sincero nunca pensei em sair.