Andrés Sanches está certo.

Ex-presidente do Corinthians está apenas exercendo a cidadania ao participar de comícios eleitorais. Muitos que o criticam, fazem o mesmo em suas tribunas

Andrés Sanchez é do tipo que causa amor ou ódio. Mesmo entre os corintianos, lógico que o amor vencendo em grande proporção. Eu sou um cidadadão normal, não sou diferente dos outros e também tenho ídolos e pessoas que desprezo. Faço de tudo para que isso não transpareça aqui. Vocês podem não acreditar, mas sou muito mais chato ao vivo. Aqui, eu seguro muitas opiniões.

Quanto a Andrés, com certeza não o odeio. E nem o amo. Minha maior irritação com ele é quando inventa notícias em relação ao São Paulo – saída de Dagoberto para o Santos, chegada de Romarinho etc – porque considero essas “plantações” um desrespeito aos jornalistas.

Andrés é o maior presidente da história do Corinthians. Acho isso inegável. Ele conseguiu o estádio para o clube, levou o time da segunda divisão para a disputa do título mundial, construiu um CT muito bonito, que só perde para Cotia, e, rompendo com o Clube dos 13, conseguiu que o seu clube recebesse verbas maiores da Rede Globo.

Agora, como diretor de seleções da CBF, Andrés está sendo criticado por estar participando de comícios da campanha de Fernando Haddad. Não vejo nada de errado. Todo brasileiro tem obrigação de exercer a cidadania. E, vocês podem ter certeza, não digo isso por votar no mesmo candidato que ele.

Muitos jornalistas que atacam Andrés estão fazendo campanha aberta pela condenação dos políticos envolvidos no mensalão. Não vou ser cínico de escrever Açao 47o. Muito bem, os jornalistas ligados a futebol tem o direito de falar em mensalão, de fazer campanha aberta pela condenação, mesmo sabendo que sua opinião pode influenciar na eleição de domingo. Eles podem. E devem. Isso é cidadania. O Andrés também pode.