Richarlison marcou 15 gols nesta temporada, a sua mais produtiva na Inglaterra, e, com 13 na Premier League, foi responsável por quase um terço dos tentos do Everton na competição. Sua meta para a próxima campanha é passar da marca dos 20, mas Carlo Ancelotti não está satisfeito. Acha que seu principal atacante está mirando baixo demais.

“Eu acho que Richarlison está errado em dizer que sua meta será 20. A meta não precisa ser 20 para ele. Tem que ser no mínimo 30. Eu tive atacantes que conseguiram marcar 60 gols em uma temporada”, disse Ancelotti, em entrevista à Sky Sports.

Faltou só Ancelotti mencionar que esse cara foi Cristiano Ronaldo. “Não importa o nome, mas mesmo na Inglaterra, Didier Drogba fez 29 gols em uma única temporada da Premier League. Então o objetivo para Richarlison será 30 gols, não 20”, afirmou.

Ancelotti chegou em dezembro e melhorou os resultados do Everton mantendo a formação 4-4-2 que vinha sendo usada por Duncan Ferguson e que ele próprio utilizava pelo Napoli. Depois de quatro jogos sem vitória, sentiu que necessitava mudar um pouco e colocou Sigurdsson na função de camisa 10. O Everton quebrou a sequência vencendo o Sheffield United, por 1 a 0.

“Gylfi está acostumado a jogar lá e o fez bem. Ele nos deu mais oportunidades, mas não mudou a ideia que tínhamos antes dele, de ter a bola, construir o jogo desde trás e jogar entre as linhas. Mostramos muito espírito contra o Sheffield United e qualidade. Sempre buscamos maneiras de jogar melhor no último terço (do gramado). Pode certamente ser uma possibilidade para o futuro, mas eu não quero ter um modelo ideal. Gosto de ter a possibilidade de mudar, dependendo do adversário”, disse.

Foi apenas a quarta vitória do Everton fora de casa sob o comando de Ancelotti pela Premier League, e o treinador italiano acredita que o próximo passo para seu time é adquirir regularidade, independente do jogo ser no Goodison Park ou na estrada. O Everton não vence três jogos seguidos desde março do ano passado bem antes da chegada do tricampeão europeu.

“Fomos bem em casa desde que cheguei. Precisamos melhorar, e os jogadores sabem, longe de Goodison. Não fomos bons o bastante e este é o passo que precisamos dar na próxima temporada. Precisamos mostar mais conhecimento e ter uma identidade melhor”.

“O fator chove é continuidade, no sentido de que não podemos fazer um bom jogo e depois dois que não são bons o bastante. Não deveria importar se em casa ou fora”, encerrou.

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