Ancelotti teve seu primeiro dia de aula no Bayern de Munique. Deu início ao seu trabalho com as apresentações de praxe, descobriu a mensagem de Guardiola no local onde será a sua sala e já mandou o seu próprio recado à torcida bávara: seu trabalho representará uma continuidade da semente que o espanhol plantou em seus três anos na Alemanha.

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Este interessante artigo do site The Tactical Room separa os treinadores, superficialmente, em dois grupos: os arquitetos e os administradores. Em um ciclo ideal, o primeiro ensina o time a jogar de uma determinada maneira, à qual costuma ser muito associado. O segundo, por sua vez, não apresenta inovações. Ajusta um pouco aqui, um pouco ali e apenas gerencia a ideia até que ela se esgote. Guardiola é arquiteto por excelência. Ancelotti, administrador.

“Não estou aqui para fazer uma revolução”, disse o treinador italiano, “porque o trabalho que Guardiola fez foi fantástico, e eu quero seguir seu estilo. Não acho que nosso estilo vá mudar muito em comparação com o ano passado. O sistema será mais ou menos o mesmo. Sei muito bem que o estilo do Bayern de Munique é jogar futebol ofensivo e queremos jogar futebol ofensivo. Temos um time fantástico e estou muito feliz, contratamos jogadores fantásticos”.

Hummels e Renato Sanches são os principais nomes contratados para um elenco já recheado de grandes jogadores, como Müller, Lewandowski, Vidal e muitos outros. “Para um treinador, a relação com os jogadores é a coisa mais importante. Você tem que saber trabalhar com o time. Precisamos de respeito mútuo. Tenho uma visão e preciso convencer os jogadores que essa visão é boa para eles”, explicou.

Ancelotti tratou Guardiola como um amigo e mostrou a mensagem de boa sorte que o espanhol deixou, em italiano, na sala do treinador do Bayern de Munique:

 

O que Ancelotti também tem em mente é a pressão de tentar conquistar o título que faltou ao triênio anterior: a Champions League. “Tive sorte de treinar times grandes na minha carreira (Milan, PSG, Chelsea, Juventus, Real Madrid). Todos querem vencer. Mas, honestamente, não sinto pressão, porque estou acostumado”, afirmou. “Acho que um treinador pode controlar quase tudo, com a ajuda do clube. Só não pode controlar os resultados. Se eu pudesse fazer isso também, seria um mágico, mas sou apenas um treinador. Este clube tem que tentar ganhar a Champions League, mas não é o único clube que tem essa ambição”.