Amigo, “irmão mais velho”, ídolo: Rakitic exalta Modric como “melhor coisa que já aconteceu à Croácia”

Em setembro deste ano, Ivan Rakitic anunciou sua aposentadoria da seleção croata após 13 anos de serviços prestados. Parte de uma geração de destaque no país, levou a Croácia à sua inédita final de Copa do Mundo, em 2018. Multicampeão com o Barcelona, do qual saiu no início da atual temporada para defender o Sevilla, o meia é um grande do futebol croata ele próprio. Ainda assim, fala com a admiração de um garoto quando o assunto é seu amigo e ídolo Luka Modric.

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Conversando com o site da Fifa sobre sua carreira na seleção, Rakitic dedicou uma porção de sua entrevista para exaltar a figura do ex-companheiro de equipe e rival de clube. Sem meias-palavras, afirmou que Modric “é a melhor coisa que já aconteceu à Croácia”.

“Para mim, ele é como um irmão mais velho. Foram 13 anos juntos na seleção, muitas batalhas em El Clásico (risos). Mas, sério, ter dois croatas no maior jogo do futebol de clubes (Barcelona x Real Madrid) foi incrível para o nosso país”, comentou Rakitic, falando sobre a rivalidade que os amigos viveram ao longo de seis anos, entre 2014 e 2020.

Os ânimos acirrados do clássico, é claro, nunca interferiram na relação entre os dois, e o ex-jogador do Barça revela como ficava “feliz e orgulhoso a cada vez que ele vencia um prêmio” Afinal, “além de ser para ele, era para todo o povo croata”.

“Fiquei bastante emocionado quando ele venceu o prêmio da Fifa (The Best). Ele é o representante perfeito para a Croácia ao redor do mundo, me deixa orgulhoso de ser croata”, enalteceu.

Ainda que em menor medida que Modric, Rakitic, ele próprio, ajudou a carregar o nome da Croácia no futebol para as gerações mais recentes. A trajetória de destaque na seleção, evindentemente, lhe é também motivo de muito orgulho.

“Quando comecei, aos 19 anos, nunca imaginei que jogaria o maior jogo da história do futebol (final de Copa do Mundo), que faria mais de 100 partidas, curtindo Eurocopas, Copas do Mundo. A sensação ao vestir a camisa croata e ouvir os croatas me dizerem que me apreciavam foi realmente incrível. Tenho muito orgulho disso tudo.”

Com apenas 32 anos, Rakitic ainda tinha gás para pelo menos um ou dois torneios com a seleção croata. Porém, uma combinação de fatores pessoais e profissionais o levou a tomar a decisão de, dois meses atrás, se aposentar oficialmente da equipe nacional – o que descreve como “talvez o momento mais difícil da minha carreira”.

“Acho que, às vezes, você precisa perceber que o momento chegou. Depois de mais de 13 anos e mais de 100 jogos, com essa Covid-19 e o meu retorno ao Sevilla, achei que era importante estar 100% concentrado em meu clube e também dedicar mais tempo à minha família.”

Quanto àqueles que sentirão falta de seu futebol na seleção, Rakitic os tranquiliza: “A Croácia tem muitos jogadores jovens e talentosos, e acho que eles merecem sua chance. Foi o momento perfeito (para parar)”.