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Sonho do Atlético Nacional foi encerrado por um Kashima Antlers organizado e eficiente

Acabou o sonho do Atlético Nacional. A semifinal do Mundial de Clubes em Osaka teve gosto muito amargo para a torcida verdolarga. Os 3 a 0 do Kashima Antlers fora grandes demais para o que foi o jogo, cruéis demais para quem dominou a partida na maior parte do tempo. Mas é também fruto de um time japonês que soube aproveitar bem as chances que teve no segundo tempo, diante de um Atlético Nacional que não soube sair da espiral de nervosismo que se enfiou.

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O Atlético Nacional foi melhor em todo o primeiro tempo. Foram 16 chutes a gol contra seis do Kashima Antlers, além de 60% de posse de bola. Foi quem criou mais chances, com Borja infernizando a defesa japonesa. Foram ao menos três excelentes chances de marcar. O Kashima Antlers, porém, também teve as suas chances, aproveitando as falhas defensivas da marcação do time sul-americano. Foram ao menos duas chances claríssimas para também marcar o seu gol.

O lance polêmico do primeiro tempo foi o uso inédito do árbitro de vídeo (VAR). Em uma cobrança de falta do lado esquerdo, a zaga do Atlético Nacional tirou. Depois de 45 segundos, o árbitro parou o jogo e foi avisado que tinha acontecido uma falta dentro da área. A imagem realmente mostra Berrío cometendo falta, fora do lance.

O problema é que a polêmica passou a ser a posição irregular do jogador japonês. Ele estava em posição de impedimento no momento da cobrança de falta. Na transmissão do Fox Sports, o ex-árbitro Carlos Simon analisou que o impedimento não acontece porque o jogador não participa da jogada. Opinião compartilhada por Salvio Spinola, na ESPN. Para que haja impedimento, disse Salvio, é preciso que o jogador dispute a bola, o que não aconteceu. A falta, porém, pode ser marcada fora do lance.

Mesmo assim, a crítica – justa, aliás – foi a demora de 45 segundos para parar o jogo. Não aconteceu nada de importante nesse tempo, mas poderia ter acontecido. É o ponto que, sem dúvida alguma, precisa de ajuste para o uso desta tecnologia.

Com a bola na marca da cal, Shoma Doi marcou. O gol tirou um pouco o Atlético Nacional do lugar. Eram 33 minutos quando o time colombiano tomou o gol, o time mudou. Sentiu mais o nervosismo, mas ainda no final do primeiro tempo conseguiu criar duas chances. Foram para o intervalo atrás no placar.

No segundo tempo, se esperava muito mais do Nacional do que o que se viu em campo. O time colombiano ficou com a bola, como acontecia no primeiro tempo, mas nada de criar chances de verdade. Borja continuou como um guerreiro no ataque, brigando pela bola, tentando criar chances. Mas o que se viu do time estava longe dos melhores momentos do time de Reinaldo Rueda. Nem mesmo quando ele lançou Guerra a campo, tirando um dos volantes, o time passou a criar mais.

Ao contrário, o que aconteceu foi o Kashima Antlers começar a encontrar mais espaço nos contra-ataques. Bem postado em campo, se defendendo bem, o campeão japonês aproveitou dois contra-ataques para matar o jogo. Primeiro aos 38 minutos, com Endo, em uma triste falha do goleiro Armani, que fez grande temporada.

O desesperou, então, bateu à porta. Aos 40 minutos, novo contra-ataque na desarrumada defesa colombiana, que viu Um receber em velocidade do lado direito e cruzar rasteiro para Yuma Suzuki completar dentro da pequena área, livre. O placar de 3 a 0 decretava quem iria à final.

O sonho do Atlético Nacional acabou em Osaka. O time que encantou a América do Sul pelo seu futebol e o Mundo com a sua solidariedade fica pelo caminho e irá disputar a melancólica decisão do terceiro lugar. O Kashima Antlers, porém, será o primeiro asiático a disputar uma final. Consegue fazer os japoneses chegarem à decisão depois de tantas tentativas e na primeira participação do time, que é um dos mais tradicionais da J.League.

O outro finalista será definido nesta quinta-feira, com o confronto entre América do México e Real Madrid.

 

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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