América do Sul

Os 14 maiores golaços de bicicleta para comemorar o centenário da jogada

Não há registros fiéis para precisar a data, mas foi em janeiro de 1914. No estádio El Morro, Ramón Unzaga, jogador do Club Estrella del Mar, de Talcahuano, fez  pela primeira vez o tão difícil quanto plástico movimento da bicicleta. Na época, ninguém entendeu direito o que aquilo era, e o árbitro da partida até marcou falta, mas com a ajuda de outros colegas, o gesto ficou conhecido ao redor do mundo.

Nos países de língua espanhola, a bicicleta é chamada de “chilena”, justamente por causa de Unzaga, que nem no Chile nasceu. O ex-jogador migrou com sua família de Bilbao, em 1894, para o porto de Talcahuano. Estudou contabilidade e trabalhou em uma mina de carvão até começar a carreira no futebol, aos 18 anos, mesma época em que adquiriu a nacionalidade chilena.

O primeiro nome da bicicleta foi “chorera”, em homenagem ao clube, que era chamado de “Escuela Chorera” porque formou a maioria dos jogadores da seleção chilena e ganhou vários títulos nacionais. Pelo Chile, Unzaga disputou duas edições da Copa América, em 1916 e 1920, e impressionou os jornalistas argentinos, que passaram a chamá-la de “chilena”.

Os uruguaios preferiram “trizaga”, pois achavam que um gol daquele jeito deveria valer por três. Unzaga ficou famoso e recebeu várias propostas de outros clubes, mas decidiu ficar no Estrella del Mar até o fim da sua curta vida. Morreu de ataque cardíaco aos 29 anos, em 1923.

Coube a outros jogadores difundirem o movimento ao redor do mundo. A Europa o conheceu quando David Arellano, co-fundador do Colo-Colo, aproveitou uma excursão do time pela Espanha em 1927 para executá-la. E a repercussão mundial ficou por conta de Leônidas da Silva, na Copa do Mundo de 1938, na França.

Para prestar nossa homenagem, reunimos os 14 gols de bicicleta mais bonitos que conhecemos. Olha só:

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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