América do Sul

O castelo de cartas das federações sul-americanas começa a ruir por Chile e Colômbia

O Chile recebeu a Colômbia, pelas Eliminatórias Sul-Americanas, no Estádio Nacional de Santiago. Arturo Vidal abriu o placar, e James Rodríguez empatou, arrancando um bom empate para os visitantes. Para a cúpula dessas duas federações, o que aconteceu em campo foi o menos importante. Nesta semana, diante de investigações de corrupção, os presidentes das entidades chilena e colombiana afastaram-se dos seus cargos.

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O primeiro a pular fora foi Luis Bedoya, que era o presidente da federação colombiana desde 2006. Oficialmente, ele alegou “razões pessoais”, sem especificar quais. Seu nome não consta na lista de executivos sob investigação divulgada pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, no último mês de maio, quando diversos dirigentes, como José Maria Marin, foram presos na Suíça.

No entanto, segundo a Associated Press, o inquérito americano afirma que a “maioria dos dez presidentes de federação da América do Sul receberia US$ 1,5 milhão de propina da agência de marketing Datisa em troca de cada edição da Copa América”. Vice-presidente da Conmebol desde 2013, Bedoya também está sendo investigado pelos promotores colombianosm, que estão de olho em movimentações financeiras do dirigente e requisitaram informações às autoridades americanas.

Nesta sexta-feira, o presidente da federação chilena, Sergio Jadue, entrou em licença médica por 30 dias, horas antes de a polícia chilena visitar a sede da entidade, na manhã desta sexta, para notificar que quatro dirigentes seriam requisitados para questionamentos, inclusive Jadue.

Ele, que também ainda não foi citado no inquérito do Departamento de Justiça dos EUA, não foi à partida do Chile no Estádio Nacional de Santiago porque viajou para o Brasil, na última quinta-feira. Negou que o assunto da visita tenha sido colaborar com a investigação dos americanos, como diziam os boatos que, segundo ele, foram criados pelo vice-presidente da Universidad de Chile, Mario Conca.

A versão oficial é de licença médica, mas, de acordo com o jornal El Mercurio, a direção da federação chilena pediu que ele renunciasse. A mesma publicação ouviu fontes próximas a Jadue, que estaria com depressão, e afirma que o presidente não voltará a assumir o cargo.

O ex-presidente da federação brasileira Marin está preso em Nova York, e o seu sucessor Marco Polo Del Nero pediu habeas corpus preventivo para não ser preso pela CPI do Futebol. Porque, apesar de os presidentes das federações sul-americanas ainda não estarem totalmente sob a mira do FBI, muitos estão sendo investigados nos seus próprios países. Del Nero sabe que o castelo de cartas está ruindo.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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